Muito tenho conversado neste espaço sobre quem é o empreendedor, bem como a importância e necessidade cada vez maior de pessoas com tal comportamento. De fato, são eles que ajudam a mover o mundo, são inovadores, abrem empresas e dão empregos, e fazem a roda da economia girar mais rapidamente. Além disso, motivam outros a se comportarem muitas vezes de modo idêntico… Então, deveríamos incentivar a formação dessas pessoas. Mas como?

Penso que tanto nas famílias quanto no sistema escolar, poderíamos incentivar a formação de empreendedores assumindo algumas atitudes, que tomo a liberdade de indicar a seguir:

  • Dando oportunidades às pessoas pelas quais somos responsáveis (familiares, alunos, colaboradores, etc.) para resolverem problemas, cada um na sua esfera de possibilidades e competência. E mais: se houver algum prazo para que tais problemas sejam resolvidos, mantê-lo, se for possível; isso porque o empreendedor precisa se acostumar a trabalhar com prazos e metas bem estabelecidos. De fato, sair da mesmice da rotina traz bons “inputs” de criatividade e iniciativa, comportamentos básicos do empreendedor;  
  • Erros devem ser tolerados, e usados como fonte de aprendizagem: errar, aprender, e não errar outra vez da mesma forma, mas sim agir de modo mais efetivo. Isso traz crescimento, e é uma característica básica do empreendedor;
  • Permitindo e possibilitando intensa interação com outras pessoas, se possível de outras raças, culturas e formação. Isso é um grande canteiro de ideias e oportunidades, e traz grande crescimento cultural;
  • Dando oportunidade para que sejam conhecidas a vida e obra de grandes empreendedores. Este “modelamento” pode inspirar uma grande mudança de vida, permitindo interessantes reflexões sobre possíveis “saídas” da rotina e de paradigmas da vida usual, indicando novos e possíveis caminhos; 
  • Viagens e passeios bem interessantes, que possibilitem a exposição a vários e novos ambientes, são de extrema importância, principalmente se forem compartilhados por pessoas que possam chamar a atenção para fatos novos e situações inéditas; 
  • Quanto às crianças, devem ter seus sonhos respeitados e esclarecidos. Na realidade, segundo meu grande amigo e mestre Fernando Dolabela, o empreendedor é aquele que sonha e procura realizar seu sonho…  Esses sonhos serão mutáveis, é claro, mas devem ser dadas todas as oportunidades para que as crianças os manifestem livremente, sem censura – não se preocupem, eles irão se “ajeitando” aos poucos em direção à realidade de cada uma…

Muito ainda poderia ser comentado a respeito desta linda e importante tarefa de cultivar empreendedores. E tal “cultivo” não é fácil, pois se atentarmos com atenção ao que foi exposto, poderemos constatar que existem vários paradigmas a serem contornados que estão profundamente arraigados na sociedade, nas famílias, e no próprio sistema escolar… Mas, não desanimemos, e procuremos fazer o que nos for possível para que cada vez mais empreendedores povoem nossa realidade!

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