Que legal! Um empreendedor descobre seu sonho, que geralmente é compatível com sua vocação, e decide ir em frente… Aliás, nem decide ir em frente por si mesmo, o sonho o impulsiona, conforme já vimos. Ele agora dispõe de grande energia “interna”, seu brilho nos olhos e sua motivação impressionam os que convivem com ele, e seu “espaço de si” (conforme conversamos no ‘Engenharia em Pauta’ anterior…), está sendo construído, mesmo que seja aos “trancos e barrancos”… Então, o que lhe falta?

Em primeiro lugar, apoio. E ele o vai buscar na sua rede de relações… Em primeiro lugar, nas suas relações mais próximas: pais, esposo ou esposa, namorada ou namorado, amigos próximos, etc. Dado este primeiro “embate”, que não precisa apresentar obrigatoriamente uma visão contrária ou mesmo desanimadora, ele vai procurar apoio nos amigos mais afastados e conhecidos, e no seu entorno: professores, colegas de trabalho, etc. E também, à medida que seu sonho se expande e encontra guarita, ele passa a frequentar os ambientes mais propícios ao desenvolvimento do mesmo: instituições empresariais, congressos especializados, visitas a empresas do setor, etc. Com isto, ele vai consolidando seu sonho e transformando-o em uma visão, a qual representa, em sua imaginação, o sonho plenamente posto em ação ou mesmo já consolidado, sob forma de uma empresa, um projeto social, etc. E este é um passo muito importante, pois um sonho sem ação é apenas uma miragem, e não produz efeito algum… Daí, ouvir com empatia e interesse um espírito empreendedor, mesmo que seja de pouca idade e experiência (uma criança, nossos filhos e netos, por exemplo…), além de ser uma experiência fascinante, é fundamental para o crescimento pessoal do empreendedor, e mesmo de sua carreira…

Como segundo ponto importante para o empreendedor, ficamos com o conhecimento do setor onde ele localiza o seu sonho. Um sonho fora do conhecimento mínimo do empreendedor pode ser apenas uma miragem, algo imaginado sem base ou estrutura mínima de realização… Mas vamos com calma! Ao se defrontar com esta situação, e fazendo parte da sua rede de apoio, como citado antes, não desanime o empreendedor, mas sim o ajude a conhecer mais o ambiente onde deseja localizar seu sonho; isto ajuda! Utilize sua própria rede de contatos para propiciar visitas ao ambiente do sonho, conversas com profissionais da área, etc. – e deixe-o questionar a si próprio! Vai dar certo…

Mas, se o empreendedor tem algum conhecimento mínimo ou mesmo suficiente no setor no qual ele localiza seu sonho, ou mesmo sua visão, ele vai procurar aumentá-lo através da frequência em cursos especializados, participação em congressos especializados e reuniões temáticas, pesquisas bem aprofundadas, etc. E será conduzido a isto pelo próprio “caminhar da carruagem” de colocar o sonho em marcha: análises de mercado, de concorrência, de produtos semelhantes, experiência adquirida em empregos nos quais atuou, e assim por diante. E naturalmente deverá utilizar também ferramentas apropriadas, com o Model Business CANVAS, Plano de Negócio, etc.

Ainda é muito importante que o empreendedor tenha também conhecimento “político” do setor no qual quer empreender, ou seja, tendências do mercado, situação do setor sob ponto de vista geral, legislação a respeito, e assim por diante. Ele conseguirá tal conhecimento não só frequentando congressos e reuniões, mas também procurando informar-se por meio da mídia em geral. 

É, empreender é um caminho árduo, mas compensador! Experimente!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.