Na semana passada a nossa conversa foi de como tentar desvelar o futuro, para tal utilizando estudos prospectivos que nos forneçam boas indicações através das megatendências. Na referência [1], um bloco das megatendências citadas nos interessa particularmente: o de Ciência e Tecnologia, muito próximo de nossas vidas e carreiras.

Este conjunto de megatendências nos diz que muito provavelmente já estamos tendo, com constante evolução no futuro: 

 1 – Aceleração do desenvolvimento tecnológico, multidisciplinar, com aplicações tecnológicas cada vez mais integradas; 

2 – As TIC (Tecnologias da informação e comunicação) continuarão modificando a natureza do trabalho, a estrutura de produção, de educação, de relação entre as pessoas e lazer;

3 – Crescimento dos investimentos em automação e robótica;

4 – Crescimento dos investimentos e aplicação no campo da nanotecnologia e biotecnologia.

Dada a grande probabilidade que tais megatendências apresentem a realidade que inclusive já estamos vivendo, resta-nos refletir sobre como nos adaptarmos a elas, trabalhando ou mesmo modificando nossos paradigmas e práticas de vida mais comuns…

Por exemplo, estamos procurando entender o mundo tecnológico no qual estamos mergulhando cada vez mais profundamente? Estamos procurando aprender as novas facilidades que ele nos oferece, tendo o suficiente discernimento para selecionar e utilizar o que de fato precisamos? Estamos, particularmente nós, engenheiros, procurando nos atualizar com as novas tecnologias?

Estamos conscientes de que o mundo está cada vez mais interconectado (prevê-se que em 2030 mais de metade da população mundial terá acesso à Internet [1]). Como esse fato influenciará nossas estruturas de produção, a natureza do trabalho, de lazer, etc.? Quanto ao “emprego”, já estamos notando forte influência das megatendências com o aumento do desemprego estrutural – aquele  no qual a máquina substitui o homem – e a necessidade de cada vez maior de sofisticar a preparação profissional, não só tecnológica, mas também em atitudes e habilidades sociais e específicas.

Quanto à educação, deveríamos urgentemente pensar sobre como evoluir dentro dessas novas realidades. Com o rápido crescimento da conectividade e consequente  interatividade entre nós, aliado à grande facilidade na obtenção de informações, será que a metodologia de ensino atual, em “blocos” e conteudista, está preparando de modo eficaz e real nossos jovens para os desafios desse novo ambiente? Esta é uma discussão que se faz urgente, pois o futuro já está aí…

E como a pandemia de Covid 19 já nos trouxe tantas novas realidades sobre as quais temos que pensar! Por exemplo: o Home Office veio para ficar? As teleaulas também permanecerão, como principal método de ensino? Já existem questionamentos a respeito de sua eficácia, se ficarem definitiva e exclusivamente implantadas…

Enfim, há todo um mundo para refletir a respeito de como fazer, cada um nós, para entrarmos nesse mundo preconizado pelas megatendências apontadas… O importante, em minha opinião, é não as desprezarmos!

Referência:

[1] Megatendências mundiais 2030 : o que entidades e personalidades internacionais pensam sobre o futuro  do mundo? : contribuição para um debate de longo prazo para o Brasil / organizadora: Elaine C. Marcial. – Brasília : Ipea, 2015. 175 p.  

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – ipea 2015

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