Na semana passada, neste mesmo espaço, estávamos conversando sobre como é importante mantermos, ou mesmo aumentarmos, nossa capacidade de criar. Sempre foi necessário para o ser humano utilizar a criatividade, uma das principais características que nos permitiram sobreviver como espécie e progredir. Mas, nesses tempos de pandemia, nos quais tantas coisas mudaram ou ainda mudam, nossa criatividade será cada vez mais exigida para bem fazermos frente aos novos desafios e oportunidades.

Nesta conversa, estávamos recordando algumas características das crianças, nas quais a criatividade aflora, sem limites, e ainda não foi “danificada” pelo sistema escolar e social – dura verdade… Então, conversamos sobre a curiosidade, ou seja, o interesse por tudo que nos cerca; também sobre a capacidade de se maravilhar com o novo; e finalmente sobre a capacidade de se distrair, ou seja, sair da rotina muitas vezes massacrante na qual vivemos, e usufruir de nossa mente, livre para criar coisas novas, avançar no conhecimento, aproveitar a natureza – e tantas coisas mais…

Algumas coisas a mais nos levam a refletir sobre o assunto em pauta: as crianças brincam sozinhas, se for o caso; mas, em conjunto, exploram novas possibilidades, aventuram-se mais, descobrem novas utilidades e usos para um brinquedo, ou mesmo criam outros… Para que nossa criatividade seja incentivada, por que não tentar copiá-las?  Aqui, estamos pensando no trabalho em conjunto com outros… Sozinhos podemos criar, sim… Mas trabalhando em grupo, seguramente novas ideias e conceitos virão à tona, ou nos serão fornecidos pelos companheiros. Daí o sucesso que estão tendo os locais de “coworking”, que estão crescendo em número e qualidade. Eu mesmo conheço alguns, em que empresas diferentes trabalham juntas, no mesmo espaço, e profissionais a fim de discutir, ceder ou aceitar novas ideias estão sempre presentes, bem como pessoas dispostas a descobrir ou discutir ideias novas. É incrível o ambiente criativo que é encontrado nesses locais!

Explorar a fantasia, pensar além das realidades nas quais vivemos, também pode ser muito útil para a criatividade. Vivemos em um ambiente relativamente perigoso para a criatividade: sociedade fortemente estruturada, individualizada e consumista, muitas vezes imersos em uma rotina massacrante de trabalho, em alguns casos problemas com mobilidade urbana, etc. E se pararmos para pensar, de repente constatamos que estamos presos em nosso “mundinho”. Aí devemos tentar sair dele, deixando a fantasia voar um pouco, como as crianças o fazem… Bons caminhos para isso é cultivar uma arte, ter amigos que apreciem uma boa e criativa conversa, parar um pouco na vida e curtir a natureza, viajar para locais diferentes, mesmo que perto de casa, e assim por diante…

Citei muito as crianças, que foram, em seu comportamento normal, cenário de fundo para estas reflexões… E tenho razão para assim proceder! Se recordarmos nossa infância, veremos que tudo sobre o que conversamos nessas duas semanas é realidade – e como temos saudades daqueles tempos, em que tudo era novo, saudável, intrigante, e com tantas descobertas a fazer! Errávamos, sim, e muito… Mas aprendíamos também, e muito! Não é verdade? Então, vamos seguir o que Einstein praticou, sobre a descoberta da Teoria da Relatividade: “vamos encarar nossa vida adulta e nossos problemas de adultos, mas com mentalidade de criança”… Pense nisso!

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