Vivemos tempos novos, caracterizados por uma situação pós-pandemia (ou quase…), e ainda com uma intensa revolução tecnológica em curso. Tudo isso evidentemente repercute em grandes mudanças sociais, econômicas, e assim por diante… É de fato um mundo novo!

Nesse mundo, o engenheiro, como principal provedor das soluções das novas necessidades humanas, deve também comportar-se de um modo que lhe facilite o trabalho e incremente sua capacidade de “navegar” nas novas ondas tecnológicas e sociais. De modo geral, nota-se uma forte tendência para que este “novo engenheiro” tenha necessidade de se transformar em uma interessante combinação de engenheiro competente, administrador tecnológico e economista, além de ter capacidade de rapidamente adaptar-se a novas situações e novos problemas… Legal!

Em primeiro lugar, este profissional de engenharia deverá estar perfeitamente à vontade com suas ferramentas de trabalho e conhecimentos básicos da ciência da engenharia; mas também deverá estar perfeitamente “por dentro” das fronteiras tecnológicas, bem como dos benefícios, e mesmo dos eventuais problemas, que elas podem trazer à sociedade. Estudo, atualização e ética sempre presentes!

Também deve preparar-se para uma intensa “internacionalização”, ou seja, conhecer no mínimo uma linguagem de uso universal, procurar melhorar sua cultura geral (temos a tendência de sermos um pouco “bitolados”, não é?). O desenvolvimento nas habilidades sociais, no multiculturalismo, no trabalho em equipe, na empatia e na tolerância às ideias dos outros são fundamentais! 

E nada de fugir das responsabilidades e encargos que exigem capacitação gerencial! Temos que nos preparar para melhor saber administrar pessoas, liderar com eficiência e companheirismo, saber administrar recursos tecnológicos e financeiros, saber trabalhar bem com contratos, editais, balanços, e outras atividades inerentes a uma boa gerência.

E mais: nosso conhecimento financeiro deve ter a profundidade necessária para que possamos entender bem como fazer corretas análises econômicas e gerenciais, em todos os aspectos… Tudo muda muito rapidamente, e os fatos e números, se bem interpretados, podem nos indicar vários caminhos…

O estabelecimento de um bom e sadio “networking” é também de extrema importância. Definitivamente, não poderemos saber tudo, em todos os aspectos, e vamos precisar de auxílio em alguns momentos. Aliás, sempre se disse “que duas cabeças pensam melhor que uma…” Sendo essa uma verdade, imagine várias cabeças pensando…

O que está bem claro é que, em nosso setor, nesses novos tempos, mais do que conhecimento, temos que desenvolver novas habilidades e atitudes, para melhor servir à sociedade e termos sucesso. Vamos em frente, então!

Uma última e importante questão: estarão as escolas de engenharia preparando os futuros engenheiros para os novos tempos? É preciso refletir sobre isso…

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