No “Engenharia em Pauta” da semana anterior, começamos a fazer algumas reflexões sobre o comportamento de “empregados” e “empreendedores”, sem nenhum demérito ou valorização excessiva de um ou outro… A motivação destes comentários me foi trazida porque tenho constatado que no ambiente de trabalho no “novo normal”, ou no tempo pós-pandemia, qualquer que seja a denominação que dermos a esses novos tempos, o comportamento empreendedor está sendo mais desejado. Por que? Simplesmente porque as coisas estão acontecendo de modo muito rápido, tanto no aspecto tecnológico quanto no social, e o comportamento empreendedor é mais conveniente e adequado para tal…

Por exemplo, o empregado não se preocupa com a divulgação de seu serviço, ou da empresa na qual trabalha… Lastimavelmente, já presenciei várias vezes esse fato! Muito menos está preocupado com tudo o que envolve o marketing de sua empresa… Já o empreendedor valoriza seu trabalho e sua empresa, e está sempre pensando e sugerindo meios de melhorar o conhecimento sobre os clientes e como atendê-los…

Como consequência do que foi afirmado no parágrafo anterior, o empregado está pouco ligando para as ameaças que sempre rondam o negócio de sua empresa – “ah, isto é problema do patrão…” Já o empreendedor sempre “está de olho” não só nas ameaças, mas também observa o ambiente negocial em redor, e sugere mudanças advindas das oportunidades que vislumbra…

Não sendo ou não desejando ser pró-ativo, o empregado não apresenta criatividade, ou vontade de mudar ou melhorar, mesmo pessoalmente – está sempre achando que tudo está indo bem com seu trabalho e empresa. Não gosta de mudanças, e geralmente se opõe a elas. Já o empreendedor sempre está pensando em como mudar o seu entorno profissional, e geralmente desenvolve ideias criativas em relação ao mesmo,  e que podem ser interessantes para o progresso de sua empresa;

O empregado se preocupa mais em “fazer”, e não em “aprender” – torna-se uma “máquina” que pode ser substituída com relativa facilidade; já o empreendedor é curioso, tenta aprender cada vez mais, e pode até tornar-se um especialista em seu trabalho e em tudo o que o envolve. Assim pode tornar-se um elemento imprescindível em seu meio de trabalho, e como apresenta alta trabalhabilidade em sua área, pode migrar para outra empresa com facilidade;

Geralmente o empregado apresenta baixo nível de networking, e mesmo pode se tornar um sério candidato à participação na “rádio peão” que existe em todas as instituições – além disso, tem dificuldades em trabalhar em “equipe”, e muito menos em “time”; já o empreendedor procura cercar-se de colegas criativos, e como trabalha bem em time, cria nichos bem fortes em produtividade e inovação;

Outra característica do empregado é que não ousa… Por que? Porque tem medo de errar, e aí não aprende com o erro. Lembre-se de que o erro, se bem estudado, é uma ótima fonte de aprendizado… Já o empreendedor ousa, erra, e aprende com o erro, desenvolvendo-se cada vez mais!

Garanto que ao ler essas duas páginas (essa e da semana passada…), cara leitora, caro leitor, você deve ter exercido algum tipo de comparação entre pessoas que conhece pessoalmente, e em seu ambiente de trabalho, não é? Como já afirmei, nenhum demérito com os que apresentam prevalência do comportamento de empregados… Mas você, se tiver uma empresa ou gerenciar um grupo, seguramente preferirá os empreendedores, não é?

Até semana que vem, então!

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