Recentemente, estive pensando sobre a capacidade de inovar em nosso país (e mesmo no mundo), e gostaria de apresentar a você, caro leitor, cara leitora, algumas dessas reflexões, para compartilhar um pouco sobre este tema… É que me parece que se o ritmo de criação de inovações estiver pequeno, ou mesmo diminuindo, nestes nossos tempos de rápido avanço da modernidade, podemos estar entrando em uma situação complicada…

Alguns autores já citam a “metáfora da árvore”, que consiste em considerar que as grandes inovações já ocorreram: já escalamos o tronco da árvore da inovação, e exploramos seus galhos mais fortes e grossos, que influenciaram de modo definitivo a sociedade. A eletricidade, a computação, como exemplos… Agora, só restam os galhos finos, e aí não conseguimos avançar. Será?

Ou será que serão os modos de pensar e viver atuais, baseados principalmente no consumismo e individualismo, que estão embotando nossa capacidade de sonhar e compartilhar informações e conhecimento?

Ou será que o nacionalismo, tendência crescente no mundo (que pena: antítese da globalização tão duramente alcançada…) que está impedindo as nações de trocar conhecimento e tecnologia, e então progredirem em conjunto?

Ou será que a pesquisa efetuada através de dissertações de mestrado e teses de doutorado, na grande maioria das vezes, apenas serve para dar o (merecido) título aos seus autores, e depois é esquecida em bibliotecas? Quanto “fosfato” e conhecimentos novos desperdiçados…

Ou será que a metodologia empregada nos diversos ciclos escolares, conteudista e muito diferente do desejado e necessário pelos estudantes, em suas características de geração mais moderna e que já dispõe de todo o conhecimento na ponta dos dedos, só lhes faltando o necessário estímulo e correta orientação para usufruir deste tesouro, não os motiva em termos de curiosidade, pensamentos novos, etc.?

Ou será que em um país com uma grande quantidade de analfabetos funcionais, sem acesso fácil à cultura, e que em uma lista de trinta e sete países, foi classificado em quinto lugar no mundo em termos de percepção sobre sua própria realidade (1), teremos um ambiente razoavelmente favorável à inovação?

Ou será que estamos prejudicando ainda mais toda esta situação, mantendo nossas crianças e jovens quase impedidos de frequentarem os ambientes públicos, pela falta de segurança nestes ambientes, e então encaminhando-os definitivamente para o uso constante de redes sociais e jogos eletrônicos?

Não, não estou pessimista e nem saudosista… Conforme citei no começo destes comentários, apenas estou refletindo um pouco sobre alguns fatores que podem impactar na gênese da inovação, que é um ambiente inovador e livre… Reflita também sobre este assunto, e quem sabe poderá ajudar em seu entorno, para mudar, nem que seja um pouco, esta situação…

Referência:

  1. https://noticias.r7.com/internacional/brasil-fica-em-5-lugar-em-ranking-internacional-de-ignorancia-21122018 (acessado em 07 de janeiro de 2019)

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.