Na semana passada, neste mesmo espaço, estávamos conversando sobre como nosso conjunto de paradigmas rege nossas vidas, e também como eles estão mudando rapidamente em nossa sociedade… Os paradigmas, apenas recordando um pouco, constituem aquele conjunto de métodos de “viver a vida” que naturalmente nos foram inculcados durante toda a nossa vida. Conforme citei, eles constituem uma espécie de “bitola” mental que rege nossos hábitos e nosso caminhar durante nossa existência. Um simples exemplo: estava visitando um determinado país em nossa querida América Latina, e fiquei surpreso ao verificar que no café da manhã do hotel eram oferecidos alimentos que só vemos em almoço ou jantar: feijão, carnes, e assim por diante. Tudo bem, mas fiquei mesmo no meu habitual: café, leite, pão, etc. Paradigmas, costumes…

Pois bem, então tudo está mudando… Nossos ambientes, familiar e de trabalho, e mesmo social, já começaram a sentir os efeitos dessa grande mudança. Por exemplo, depois que diminuir o impacto do Covid 19 (mas lembre-se de que o vírus continuará para sempre entre nós, como os da AIDS e da gripe comum…), você ficará à vontade em aglomerações, fará visitas constantes a antigos e novos amigos? O trabalho parece que se alternará entre presencial e “Home Office” – você está preparado para isso? Nossas organizações estão ficando mais “humanas” e menos mecanizadas, pois o trabalhador moderno assim está exigindo – e o que você acha disso, como gerente ou colaborador? E o nosso conhecimento, que se expande rapidamente, ao ponto de nos saturarmos se não tomarmos cuidado, ou mesmo nos complicarmos na vida do dia a dia – como você está enfrentando essa “onda”? E as nossas escolas, como se comportarão – ficarão “paradas no tempo” ou tentarão se modernizar? É, de fato temos um mundo novo a enfrentar, curtir e aproveitar, mas com algum perigo de  sermos ultrapassados… De modo geral, são antigas estruturas que estão sendo abaladas, como aconteceu várias vezes ao longo de nossa caminhada como espécie.

Mas tudo bem… Alguma coisa já vinha mudando para melhor, em tendência que está se firmando definitivamente. O caso da criação de inovações, por exemplo. Faz tempo que percebemos que inovar, neste mundo complexo, não poderia mais ser do domínio de alguns, de “experts” ou profundos conhecedores de algum assunto que envolva um determinado campo do conhecimento; agora, a inovação é multidisciplinar, envolvendo toda uma equipe, mesmo a nível internacional, o que a torna distribuída e dependente de um ecossistema apropriado. Um bom exemplo é o desenvolvimento das vacinas contra o Covid19, que contou com a colaboração de diversos atores, e aí caminhou com rapidez apropriada… Ou a exploração espacial, que conta com corporações civis trabalhando em conjunto com a NASA ou outros organismos internacionais. Isso é muito bom, pois acelera o desenvolvimento tecnológico em geral, e o conhecimento obtido é compartilhado.

Este tipo de interação na inovação atua beneficamente em relação à competitividade, diminuindo visões regionais e alguns tipos de relacionamento apenas visando lucros e vantagens individuais, que passam a ser mais de âmbito global, visando rapidez, aumento de qualidade, e colaboração produtiva. 

Então, se olharmos atentamente para esses novos cenários mundiais, e quantos ainda poderiam ser citados, vemos que os mares estão revoltos, sim. Mas nos mostram rotas bem interessantes a seguir, desde que nos dispusermos a refletir profundamente como estamos em relação a essas novas realidades, e de quanto estamos dispostos a nos adaptar a estes novos paradigmas… E conforme diz um grande empresário e amigo meu: “e vamos que vamos!”.

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