No “Engenharia em Pauta” da semana passada, com a intenção de refletir um pouco mais sobre o que fazer para “navegar melhor” nesta era de intensas mudanças tecnológicas e sociais, coloquei alguns pontos sobre a necessidade de compreendermos melhor nossos conhecimentos e experiências, bem como de bem os utilizarmos.

Agora, gostaria, como segunda e importante parte de “adaptação” aos novos tempos, de discutir como estamos vivendo a nossa humanidade. Calma, não é gozação, não! É que estamos tão rodeados de maravilhas tecnológicas, que nos ajudam a viver (ou mesmo nos aprisionam, às vezes…), que temos que sempre estar nos lembrando de que somos seres humanos, muito complexos e diferentes entre si…

Por exemplo, como estamos praticando e vivendo a nossa “Inteligência Emocional”? Estamos sendo “ilhas isoladas”, ou temos procurado desenvolver nossa capacidade de bem interagir conosco e com os outros? Temos cultivado nossa individualidade, procurando o melhor meio de sermos realizados e felizes, ou estamos presos, pelos laços do marketing (cada vez mais sofisticado…) na malha do consumismo desenfreado? E nossa relação com os outros: estamos respeitando sua individualidade e modo de ser? Estamos compartilhando nossas vidas com os que nos são próximos?  Afinal, somos “humanos”, com sonhos, desejos e necessidades comuns, mas que se apresentam de modo diverso em cada um… E estamos respeitando, nos que nos são próximos, a manifestação destes sonhos, desejos e necessidades, em seus “jeitões” individuais? Estamos sabendo “ouvir”, e não só “escutar”?

Temos procurado também pensar em desenvolver a empatia, ou seja, estamos sempre tentando, na relação com os outros, compreender seus sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que o outro está sentindo? Em uma era de individualismo crescente, e de relações cada vez mais tênues e virtuais, isto é realmente importante para mantermos nossas características “humanas”…

E a nossa motivação, como está? Estamos conseguindo perseguir e viver nossos sonhos, e não os que nos são impostos pelo entorno social, familiar e de marketing? Nesta era de tanta pressão e tênues e apressados contatos, estamos procurando seguir o que achamos ser o nosso caminho, o que pode fazer sentido em nossa vida? Para tal, temos que sempre estar exercendo nosso autoconhecimento, ou seja, navegar dentro de nós mesmos… O que sou eu? O que quero? Do que eu gosto? Do que não gosto ou não quero? Quais são minhas principais vocações? Quais são meus pontos positivos e vantajosos, bem como quais são minhas limitações? E assim por diante, neste difícil mais importantíssimo exercício (de vida inteira, talvez…), nesta era na qual tantos nos querem impor tantas coisas…

E como estamos com nosso autocontrole? Muito ligado à Inteligência Emocional, o autocontrole nos permitirá com mais facilidade compartilhar nossas informações e conhecimento com nosso próximo, o que é importantíssimo nesta era em que definitivamente não podemos saber tudo de que necessitamos… Precisamos uns dos outros, mesmo que sejam muito diferentes de nós. 

Pois é, meu amigo, minha amiga, para sermos felizes, realizados e produtivos nestes novos tempos, temos que ser cada vez mais humanos, por mais paradoxal que isto nos pareça… Pensem nisto, e sejam felizes!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.