Mas é claro! A capacidade do ser humano de se reinventar, quando “as coisas apertam”, é fantástica, e já plenamente comprovada. Senão não teríamos chegado até aqui…

Mas é preciso revisitar nossos conceitos a respeito, com base no que coloquei no “Engenharia em Pauta” da semana passada, no qual afirmei que nosso sistema escolar atual, de modo geral (ainda bem que com lindas exceções…), ainda está calcado na Era industrial, na qual prevalecia a necessidade de treinamento, homogeneidade (as linhas de montagem, moda da época…) e obediência… 

Atualmente, na Era da Cognição, na qual a força mental está sendo complementada e mesmo substituída por modernas tecnologias, a educação deverá ser mais ”humana”, aproveitando e cultivando nossas mais nobres características humanas: criatividade, empatia, compartilhamento de informações, etc. E dispomos de ferramentas incríveis que nos possibilitam tudo isto…

Apenas como ensaio de possibilidades a respeito, vamos adotar como base quatro pilares da aprendizagem, que são:

  1. Ações pedagógicas, no sentido de “fazer pensar” e adquirir novos perfis e conhecimentos.  Naturalmente as aulas expositivas continuam tendo aqui o seu lugar, mas focadas em realidades palpáveis e conhecidas dos alunos, e sempre dando margem à debates e discussões, que inclusive podem ser feitas através das redes sociais, orientadas e mediadas; cursos e complementos de cursos online à disposição, assistentes virtuais para tirar dúvidas, sempre que necessário, a qualquer hora do dia; certames de ideias, conduzidos virtualmente, círculos de debates virtuais, etc.
  1. A possibilidade de descobrir coisas novas por si mesmo. A possibilidade de estar sempre “por dentro” do que está acontecendo no entorno dos alunos a respeito de seus sonhos de vida ou profissões escolhidas… Aí temos todos os recursos da Web, como vídeos bem escolhidos, o TED sendo estimulado, ferramentas de pesquisa, e-books, curadorias específicas, etc. É todo um mundo na ponta dos nossos dedos…
  1. Interação, no sentido de criar e manter um “networking”, tanto pessoal quanto virtualmente. E são muitas as ferramentas disponíveis para tal, e já bem conhecidas. O Facebook, e o WhatsApp, como exemplos, se bem utilizados, podem constituir plataformas muito boas para debates, colocações novas, interações interessantes, grupos de estudo e discussão, etc.
  1. Fazendo e construindo, ou seja, o engajamento individual em atividades, e, melhor ainda, em grupos, para projetar, ousar, elaborar, construir coisas novas… Já existem instituições de ensino que praticam intensamente esta modalidade, disponibilizando laboratórios aos seus alunos, com horário livre, e mesmo que cultivam a “Economia Maker”, com seus bem montados FabLabs e Makerspaces. Muito bom!

Pois, é, aqui ficam apenas algumas sugestões para serem consideradas, de acordo com as possibilidades de cada instituição de ensino, ou mesmo do ambiente educativo familiar. São ferramentas já disponíveis, a custo baixo, que a tecnologia atual nos disponibiliza. É só aproveitar!

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