No excelente livro de Ray Bradbury, “Fahrenheit 451”, nos é retratada uma sociedade na qual os livros foram descartados de modo total, pensamentos diferentes da grande massa não eram tolerados, e a felicidade se baseava em constante bombardeio de informações através de grandes e interativas telas de TV, que traziam a todos informações irrelevantes e constantes. Inclusive, o personagem principal é um bombeiro, cuja missão principal, junto com sua corporação, era queimar as casas que continham livros escondidos, às vezes com seus donos dentro… Mas, casualmente, ele encontra uma pessoa independente e que sabe o que quer da vida; e aí, gradualmente ele vai refletindo e “muda de lado”, passando a ser um fugitivo e insurgente… E achando a liberdade!

Embora escrito em 1953, em minha opinião reflete muito bem alguns aspectos de nossa sociedade atual, a qual vai se inserindo de modo gradual na “Era Cognitiva” – só que os “bombeiros” se apresentam com novas roupagens – ainda bem!  Você não acha?

Só que para viver bem e progredir nestes tempos atuais e nos que estão próximos, não precisamos ser insurgentes e fugitivos, pelo menos por agora… Mas temos que refletir em alguns pontos, que me parecem fundamentais.

Por exemplo, será que em uma sociedade que se apresenta cada vez mais “individualizada”, temos procurado compartilhar informações relevantes e úteis? Temos procurado aprender uns com os outros? Temos procurado, desta forma, crescer no conhecimento do que nos cerca, nos ambientes tecnológicos, sociais, etc.?

Temos procurado exercer alguma crítica sobre nossa utilização das redes sociais e dos meios de comunicação em massa? São fantásticos sistemas de comunicação; mas, se mal usados…

Também em termos desta tendência de “individualização”, que parece ser uma das características de nossos tempos atuais, temos procurado pensar em “nós”, em vez de só em “mim”? Temos procurado desenvolver nossa empatia, ou seja, estamos procurando nos colocar no lugar do outro com quem estamos convivendo, na família, no trabalho, e assim por diante?

E nós, engenheiros, temos nos empenhado em utilizar nosso espírito criador e “fazedor” em prol do bem comum, ou seja, estamos inovando para que todos possam procurar alcançar mais bem estar, sob todos os aspectos? Esta é uma discussão que permeia cada vez mais os ambientes da engenharia avançada e criativa, ou seja, ao desenvolver uma nova tecnologia, ou um novo meio de utilizar o que já temos (um novo ”app”, por exemplo…) temos procurado vislumbrar que efeito ele terá a médio e longo prazo na sociedade humana? Este é um exercício muito complicado, mas tem que ser feito do melhor modo possível…

Finalmente (ou nem tanto – deixo este “finalmente” a seu critério, meu amigo, minha amiga…), temos procurado realmente, com determinação e afinco, descobrir qual é a nossa verdadeira inspiração para a vida, nossa principal motivação, nossos sonhos e vocações? Nosso “bombeiro” do livro citado era alienado, e seguia (achando que era feliz e realizado…) o caminho que lhe foi inculcado pela sua sociedade; só descobriu a possível felicidade após ter seus olhos abertos por outrem, e também por ter tido algumas difíceis perdas no seu “status” anterior. Pense nisto!

Ah, lembrei! “Fahrenheit 451” também está disponível em filme. Curta e tenha boas reflexões!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.