Interessante… Na Era da Cognição, na qual estamos vivendo, está havendo um sério questionamento quanto às atitudes pessoais e funcionais que devemos procurar adotar, não só para desenvolvermos um bom e produtivo trabalho, como também para evitarmos excessivo desgaste pessoal, com consequente desenvolvimento de sérias doenças funcionais. De fato, podemos constatar que está havendo um significativo aumento de pessoas com depressão, Síndrome de Burnout (intenso estado psíquico de tensão emocional e estresse), SPA (Síndrome de Pensamento Acelerado), e mesmo desmotivação e baixo rendimento no trabalho.

Deixemos as causas de tudo isto por conta dos psicólogos, psiquiatras, médicos do trabalho e sociólogos, pois são muitas e complexas; mas podemos nos prevenir, apenas tomando alguns cuidados básicos. E que interessante: alguns deles poderão “bater de frente” com nossos costumeiros hábitos de trabalho…

Vamos começar com as horas trabalhadas por dia: alguns de nós (e não são poucos…) orgulham-se de trabalhar dez ou mesmo mais horas por dia, todos os dias. Gozado! Nos países mais produtivos do mundo não se trabalha tanto: alguns têm até dias de trabalho mais curtos…  Eu mesmo já tive oportunidade de vivenciar isto, e é muito produtivo! Da carga horária excessiva vem a desmotivação, desempenho medíocre, falta de comprometimento, e talvez até ódio do emprego… Mas qual será o segredo para conseguir resolver esta situação? Creio que o principal é: hora de trabalho, hora de trabalho; planejamento, concentração, foco, e nada de derivativos, como reuniões longas e infrutíferas, como vai o “time do coração”, e assim por diante…

Outro detalhe importante: quando trabalhamos, geramos desgaste físico e mental de nosso organismo. É natural e inescapável! Daí, é necessário prever pausas para recuperação deste desgaste, seja por pequenos intervalos a cada hora de trabalho intenso, e desligamento total do mesmo quando termina a jornada de trabalho. Em pesquisas recentes isto é chamado ”distanciamento psicológico do trabalho”, ou seja, um “desligar” total de atividades e pensamentos relativos ao trabalho durante os horários em que não se está trabalhando. Estas mesmas pesquisas já mostraram que as pessoas que assim procedem têm um rendimento laboral muito maior e apreciável qualidade de vida. No entanto, se você não fizer isto, vai ficar “trabalhando” o tempo todo…

Também já tive a oportunidade de comentar neste espaço do “Engenharia em Pauta” a grande vantagem, ou mesmo necessidade, de desenvolvermos algum tipo de “hobby”. Na realidade, o que temos de fazer, e é muito benéfico, é voltar a brincar… Brincar nos faz revisitar muitas áreas bonitas de nossa vida, tais como quando éramos crianças, e nosso foco, criatividade e motivação para aprender estavam em seu máximo… No hobby, qualquer que seja ele, voltamos a brincar, às vezes com brinquedos mais caros, não é? E se o hobby for compartilhado por uma turma de aficionados, melhor ainda! E como na realidade somos um “sistema” integrado, quando melhoramos uma parte, todo o restante muda e melhora!

Sei que coloquei nestas considerações alguns paradigmas novos, que afetam em muito a metodologia de trabalho em nosso país, na maioria dos casos.  Mas experimente – e se você estiver gerenciando um grupo, ainda é mais importante experimentar estas modificações de método de trabalho em sua equipe, dentro do que foi comentado, ou mesmo você criar, dentro desta linha de humanizar o que se chama “trabalho”. Você vai ver o resultado e gostar! 

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