Pois é, minha amiga, meu amigo, quando observamos com atenção algumas crianças brincando, podemos constatar a grande dose de empreendedorismo e criatividade que empregam na brincadeira. Acreditam em suas visões, abraçam seus sonhos momentâneos, não têm medo, erram e corrigem o erro imediatamente (e aprendem com isto…), partilham sentimentos e são sinceras, criam coisas novas a partir de quase nada, lutam (às vezes até de verdade…) por seus objetivos, e assim por diante… E, principalmente, são muito felizes!

A vida, nosso sistema escolar, e mesmo familiar, vão gradativamente tirando-os deste ambiente, e então vão perdendo a criatividade (e a alegria, também?). Estudos bem sérios, apenas para dar um exemplo, admitem que se começarmos nossa vida com 100% de criatividade, aos 25 anos estaremos, em média, com apenas 5% da criatividade inicial. Aqui, é importante também notar que os adultos também “brincam”, mas com brinquedos mais caros e complicados, não é? E nas turmas de hobby ou mesmo individualmente, voltam a ser criativos, visionários, e assim por diante (a melhor jogada, a velocidade maior, time do coração, etc.). Não é verdade? Nestes momentos, voltamos a ser crianças…

Empreendedorismo, criatividade! Conceitos tão importantes no mundo de hoje! E tão praticados pelas crianças, e tão pouco por nós, adultos racionais, ocupados, sobrecarregados de funções, preocupações, encargos, estressados, e até muitas vezes infelizes!

Então, temos que voltar a sermos crianças, se quisermos ser empreendedores, imaginativos, inovadores, criativos? Ou mesmo mais produtivos e felizes nas nossas ocupações? Sim! E como fazer isto?

Problema complexo! Mas um bom modo de imaginar como fazer isto pode estar nos estudos em psicologia de Eric Berne, em sua “Análise Transacional – AT”. Nesta metodologia, ele assume que nossa personalidade, também definida por ele como oriunda do entorno no qual fomos criados e educados, pode se manifestar por três estados de ego: Pai, Adulto e Criança.

No estado Pai, ficam depositados nossos valores, modelos de conduta e conceitos básicos, tudo isto oriundo principalmente das figuras parentais de autoridade que tiveram grande importância em nossa formação, desde nossos três anos de idade; no estado Adulto, temos a nossa parte racional, formada pelas influências externas (mundo) e trabalhadas por nós com base em nossos valores; no estado Criança, temos a parte mais natural do ser humano, que já opera desde que nascemos, e que nos fornece as emoções mais básicas como alegria, medo, raiva, alegria, etc. Esta é a parte de nosso ego mais natural e onde são processados os sonhos, e onde se manifesta a criatividade (que pena: segundo alguns autores, este é o modo mais reprimido pelo sistema escolar…). 

Pela teoria da AT, podemos “transacionar” pelos três estados, dependendo das circunstâncias que se nos apresentam. Assim, quando repreendemos alguém, parentes ou subordinados, geralmente o fazemos em modo Pai; no trabalho, em uma reunião, por exemplo, estaremos normalmente em modo Adulto. E nosso hobby, ou festa, ou happy hour, se não estivermos no modo Criança, seremos os chatos da hora…

Legal, não? E como podemos transacionar entre os três modos (é só prestar atenção e desejar “pular de modo”…), no trabalho criativo temos que nos treinar para operar no modo Criança! Vai ser melhor, bem como mais natural, divertido e eficaz! Grandes empresas, como o Google e outras, já perceberam isto, e seus locais e métodos de trabalho bem o demonstram!

Pense bem a respeito, e boas e divertidas horas de trabalho criativo, com ótimos resultados!

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