Aí está a “pergunta de um milhão de dólares”…  Bem difícil a resposta, não? Ainda mais em nossos tempos atuais, de rápidas mudanças sociais, políticas, econômicas, etc. Mas nós, das gerações anteriores, temos a obrigação de pelo menos pensar em possíveis respostas e implementá-las no que for possível, mesmo que seja apenas em nosso ambiente familiar… Em nosso país, salvo as sempre honrosas exceções, temos muito o que fazer nesse campo: não procuramos ver como as novas gerações se comportam, quais são seus sonhos e tendências, em que mundo irão viver e o que precisarão aprender de fato para ter sucesso… E depois ficamos falando que nossos jovens são desmotivados, não gostam de estudar, etc. Uma prova desta minha afirmativa: conversando com uma pessoa extremamente ligada ao sistema escolar, ela me afirmou que é alarmante o índice atual de evasão escolar e desmotivação! Que lástima! 

E eu? Também não tenho a resposta exata, embora em minha carreira docente tenha tentado mudar esta situação, tendo obtido êxitos e fracassos, estes servindo de ponto de apoio para novas aprendizagens e tentativas… Mas acho algumas certezas ficaram, as quais gostaria de compartilhar…

Em primeiro lugar, temos que ter consciência de que estamos vivendo em uma grande rede, com uma enorme quantidade de informações disponíveis na “nuvem”. Então, ensinar a buscar estas informações e transformá-las em conhecimento útil pode ser mais efetivo do que “dar aulas”, até de conteúdos muitas vezes estéreis e desnecessários… Por que então não colocar os alunos a pesquisar sobre pontos fundamentais e específicos do conteúdo e compartilhá-los com os colegas? Melhor ainda se isso for feito como base tendo como base problemas reais, voltados ao dia a dia deles…

Se fizermos isto, pode ser que também logremos fazer os nossos alunos ou educandos a trabalharem com o “sistema”, os fatos do mundo real, e não com os componentes isolados dele. Daí ser importantíssimo termos sempre em mente a transversalidade e a multidisciplinaridade, ou seja, o cruzamento organizado de informações e conhecimentos de diversas áreas de interesse para sua formação, deixando de lado as informações sobre conhecimentos isolados. Aliás, nota-se que os alunos, a este respeito, consideram as disciplinas nas quais foram aprovados como “gavetas” (palavras deles), que podem ser fechadas após a aprovação… Lastimável! Quanto trabalho importante perdido!

Ou seja, nosso objetivo como professores e educadores, deve ser o sempre mencionado, mas raramente praticado, “ensinar a pescar”, e não dar o peixe já pescado, e muitas vezes já limpo e cozido… E, aqui entre nós, como fazemos isto – inclusive, é até mais fácil para nós!

É claro que vamos errar, nós e os alunos. Mas, se soubermos utilizar em nossos erros a habilidade de reconhecê-los prontamente, ou mesmo antecipá-los, nas correções de rumo há segura possibilidade de crescimento no conhecimento. Não foi assim que grandes descobertas da ciência e  da tecnologia nasceram?

E as “disciplinas”? Em minha opinião, deveríamos, com bastante discernimento, retirar de dentro de cada conteúdo apenas as bases fundamentais de cada uma das ciências nelas trabalhadas, aquilo que realmente o aluno ou educando vai levar para a  vida, pessoal ou profissional. Isto vai ficar fora das famosas “gavetas”, e de fato vai ser útil para eles por toda a vida…

Parece complicado, mas não é… Na realidade, é um desafio apaixonante, que tornará a nossa vida de professores e alunos muito mais gratificante e produtiva!

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