Foi no “Engenharia em Pauta” anterior que citei, para minha e sua reflexão, prezado leitor, prezada leitora, a proposta de estruturação do complexo processo da aprendizagem que foi feita por Benjamin Bloom. A ela se deu o nome de “Taxonomia de Bloom”. Trabalho extraordinário, que pode facilitar em muito o entendimento e a prática da aprendizagem efetiva e que, infelizmente, é pouco refletido e mesmo utilizado no dia a dia dos diversos níveis escolares, até na formação em engenharia…

Esta taxonomia tem cinco níveis, recordados a seguir:

Habilidades de Ordem Inferior (cuidado – também são muito importantes): 

  • Recordar: listar, memorizar, identificar, encontrar, descrever, etc.
  • Entender: compreender, interpretar, resumir, explicar comparar, etc.
  • Aplicar: implementar, desempenhar atividades, usar, executar.
  • Analisar: comparar, organizar, estruturar, integrar, comparar, etc.
  • Avaliar: revisar, criticar, formular hipóteses, experimentar, julgar, etc.
  • Criar: projetar, construir, planejar, produzir, idealizar, elaborar, etc.

Habilidades de Ordem Superior

Aí você já pode perceber que o primeiro nível, o de Recordar (primeiro das Habilidades de Ordem Inferior) é o mais praticado, e, às vezes, nem totalmente… Concorda? É mais fácil “dar” uma aula, exigir memorização do conteúdo, descrevê-lo sumariamente, etc. E aqui não vai nenhum tipo de crítica, apenas constatação…

O entanto, ele é muito importante! O difícil é fazê-lo com eficácia. Mas, lançando mão de algumas das características interessantes da geração dos atuais alunos, que, como sabemos, são bons na ”web” e autodidatas, porque não indicar o assunto a ser aprendido e deixá-los procurar na internet, e então eles mesmos “darem a aula” sobre o assunto proposto, até utilizando dramatizações, etc.? É claro que o docente tem uma importância muito grande neste processo; a ele cabe organizar o conteúdo, determinar tempos, propiciar um debate produtivo a respeito, corrigir e acrescentar algo ao que foi apresentado, etc. Seguramente os alunos apreenderão melhor o conteúdo, pois, mais ou menos, dependendo de cada um, terão praticado “listar, memorizar, identificar, encontrar, descrever, etc.”. Além do mais, nós, professores e educadores, sabemos que o melhor modo de aprender é ensinando…

E, se nos aprofundarmos um pouco mais modernas ferramentas digitais, por que não criar grupos de discussão sobre o assunto que interessa, e estabelecer algum tipo de competição sobre os resultados? Por que não deixá-los localizar sites interessantes sobre o assunto e motivá-los a consultá-los, em certames internos à classe ou mesmo fora dela? E assim por diante, sempre levando em conta de que atualmente dispomos de todo o conhecimento na ponta dos dedos, e que em nós, mestres, está depositada, com nossa experiência, a tarefa de sermos guias seguros nestas excursões para alcançar o conhecimento…

É claro que a aula expositiva continua se fazendo necessária, para abrir um assunto, consolidar pontos de dúvida, e assim por diante. Ela é uma ferramenta muito importante, mas se bem usada, com parcimônia e do modo correto… 

Vamos continuar este assunto no próximo “Engenharia em Pauta”? Até lá…

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.