Planejar definitivamente não é tarefa fácil! Não estamos muito acostumados a isto, com nosso “jeitão” de irmos resolvendo as coisas na medida em que forem acontecendo, a apagar incêndios quando eles ocorrem, etc. Não é assim, em maior ou menor grau, dependendo de cada um? 

É por este motivo que estamos percorrendo este caminho nos diversos “Engenharia em Pauta” com os quais estamos trabalhando – para ajudar, um pouco que seja – no importante planejamento de nossas vidas e carreiras…

Então, depois de passarmos pelas importantes etapas anteriores, dedicadas ao autoconhecimento e descoberta (ou mesmo da obtenção de certeza…) quanto aos nossos talentos dominantes e vocações, vamos para a nossa etapa de número 4, relativa à nossa Rede de relações, nosso Networking.

Nos tempos que correm, de grande velocidade nas transformações tecnológicas e sociais, esta etapa passa a ser cada vez mais importante. De fato, sozinhos não conseguiremos ir muito longe… Olhe de novo para grandes homens e mulheres, e veja que eles sempre contaram com “companheiros de jornada” que os apoiaram e que emprestaram seus próprios talentos, habilidades e ideais na consecução de um sonho, de uma visão comum, de uma nova ideia, de uma inovação…

Para ajudar nesta reflexão, proponho as seguintes perguntas, a serem meditadas e respondidas (seria bom até se tal tarefa fosse registrada…), além das que você mesmo “bolar”:

  • Quais são as pessoas que compartilham de minhas ideias?
  • Tenho convivido com elas? 
  • Tenho discutido minhas ideias com elas? 
  • Tenho ouvido suas opiniões? Tenho solicitado e aceitado seu “feed-back”? 
  • Que pessoas, livros, informações, etc., podem me ajudar a entender mais a área de que gosto e ajudar-me a progredir no caminho que me levará ao progresso de minha carreira, ou mesmo à vida desejada?

De minha parte, sempre aconselhei meus alunos a aproveitarem todas as possibilidades que a sociedade e o ambiente escolar naturamente disponibilizam para conhecer pessoas e fazer amizades – ou seja, já ir construindo uma rede de relações mesmo no período de formação.  Aliás, a este respeito, tive um belo testemunho de um ex-aluno que chegou à presidência de uma grande multinacional; em uma palestra a que assisti, ele citou que, quando estudante, até as festas do Diretório Acadêmico ele aproveitava para, além de se divertir, conhecer pessoas e fazer amizades… Pois é…

Uma ponderação aqui se torna muito importante: a relação nunca pode ser de cunho utilitário (“perde-ganha”, ou “ganha–perde”…), mas sim de autêntica amizade. Ou seja, deve ser sempre ”ganha-ganha”, para que ela se  mantenha, cresça, e produza frutos. A relação de interesse não dá frutos em longo prazo, e, pelo contrário, é facilmente percebida e se torna definitivamente prejudicial…

Vamos continuar a trabalhar no planejamento na próxima semana? Até lá, então!

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