Mas que titulo pretensioso, Mario! Parece um manifesto! Calma… Apenas estou procurando ecoar muita coisa que tenho lido, de modo explícito ou em entrelinhas, em muitas mídias e artigos bem sérios e fundamentados. O fato é que está se desenvolvendo uma insatisfação cada vez maior com a preparação para a vida de nossas crianças e jovens, pois o mundo está mudando rapidamente, e se há um segmento da sociedade que é extremamente conservador é o sistema escolar. Pois é, justamente o que deveria estar-se adaptando com a rapidez necessária e possível às novas realidades mundiais, tecnológicas e sociais. Que problema!

O que parece que está acontecendo é que a escola tradicional, que nasceu com a Era Industrial, não está conseguindo se modificar muito ao longo do tempo. Explico: nesta era, muito baseada em linhas de montagem, havia a necessidade apenas de treinamento, muito voltado para a homogeneidade e obediência. Havia o feitor, o supervisor, o chefe; e havia os que obedeciam em suas tarefas fixas, treináveis, e sem necessidade de maior individualidade nas ações. Então fica tudo bem simples para todos! Mas chato, não? Se compararmos ambas as situações, normalmente o professor pontifica, os alunos olham e anotam, sem obrigatoriamente entenderem para que serve tudo aquilo… E a linha de montagem, ano a ano, vai progredindo…

Mas ainda bem que muito está mudando neste campo, e iniciativas muito bem postas estão em curso, pois está ficando cada vez mais clara a urgência na reforma do sistema educativo, e em escala global. E não se trata apenas de modernizar tecnologicamente os ambientes escolares; a tecnologia se torna obsoleta com rapidez, então o que é necessário é desenvolver metodologias inovadoras, que podem ou não utilizar ferramentas tecnológicas. 

De modo simplista, até poderíamos imaginar que naqueles tempos antigos, a educação era moldada para o momento no qual o mundo vivia: automação nascente, força física substituída pela forma mecânica, linhas de montagem, etc. Mas agora, com a força mental sendo complementada pela tecnologia computacional, que também invade de modo definitivo a automação, complementando-a e aperfeiçoando-a cada vez mais, não é hora de pensar em uma educação “mais humana’”?

Assim, é preciso começar a questionar em nossos ambientes educativos o antigo “formato industrial”, e começar a criar formatos naturais, nos quais o desafio, a criatividade, a interação entre pessoas, a descoberta, a frustração (por que não?), e o incentivo a descobrir novos mundos possam acontecer. Ou seja, em vez da criança se adaptar à escola, nós, educadores, é que temos de nos adaptar ao aluno; mas nós, professores, como ficamos? Continuamos sendo extremamente importantes, mas no papel de mediadores no processo de aprendizagem. Deveremos ser incentivadores da alegria de viver e de aprender, e ajudar a desenvolver em nossos pupilos iniciativa, empatia, resiliência, capacidade de diálogo e compartilhamento de informações.

É difícil? Sim, como em todas as mudanças de paradigmas já há muito arraigados; mas o importante é começar, lembrando que toda caminhada começa com o primeiro passo. E mais: se mudarmos, mesmo que um pouco no início, teremos entreaberto um poço de infinitas possibilidades de crescimento pessoal, tanto dos alunos quando de nós, professores… Tente!

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