Inicia-se mais um ano, com seus sonhos e projetos… Que bom! E também com seu caminhar usual: problemas a resolver, encargos, contas a pagar, festas a comemorar, erros a cometer (e aprender com eles…), tristezas a superar, alegrias a curtir, etc., etc. É a vida, sempre boa de viver!

Em nossa sociedade, a maioria das pessoas tem ou procura um emprego. Este “jovem”, de aproximadamente 200 anos, tornou-se a principal fonte de renda das pessoas. São exceção os empreendedores, profissionais liberais (que de certo modo também são empregados…) e assim por diante. O emprego sempre é bom, pois nos possibilita pagar nossas contas… Mas, aqui entre nós, pode tornar-se um grande peso, fonte até de doenças profissionais… Mas por que, se ele pode resolver um problema complicado, que é o de “pagar as contas”?

Isto talvez ocorra porque na realidade o emprego, na sua grande maioria, é um trabalho “assalariado”, ou seja, em relação de dependência com um “empregador”. As duas partes, empregador e empregado, acertam um preço, o “salário”, pelo qual, respectivamente, será comprada e vendida a força de trabalho do “empregado”.

E aí podem ocorrer várias coisas: vamos imaginar que o emprego, para o empregado, não seja condizente com seu sonho e/ou vocação, mas exercido apenas por necessidade. Aí pode tornar-se para ele uma fonte de problemas, e, até em alguns casos, de grande sofrimento. Horas e horas a cumprir, fora do que ele deseja em sua vida…

E daí que entra uma das exceções que citei, a dos empreendedores. Ou eles abrem o seu próprio negócio, baseado em seus sonhos, na maioria das vezes, e aí tudo bem, mesmo que falhem nas primeiras tentativas, ou então procuram um emprego que esteja, dentro do possível, chegando perto de seus sonhos e vocações. E aí também tudo bem… Na realidade, é muito possível que, neste caso, eles sigam carreiras de sucesso, alcançando, com seus empregadores, os maiores níveis profissionais possíveis dentro das estruturas nas quais exercem seus trabalhos.

Estas são duas possibilidades muito boas, nas quais o trabalho deixa de ser um peso, embora até possa exigir mais das pessoas, mas que, por outro lado, estão bem mais felizes e realizadas… 

É evidente também que, em nosso país, pessoas exerçam o chamado “empreendedorismo por necessidade”. Neste, o que acontece é que, tendo a pessoa que se manter e “pagar as contas”, e não achando um emprego, lança-se em um empreendimento simples e possível, para alcançar algum tipo de renda. Mas não são poucos os que conseguiram grande sucesso, após um “sufoco” produzido pela falta de emprego, e aí se libertaram do paradigma reinante, de que é “preciso ter um emprego”. E descobriram, através do “empreendedorismo por necessidade”, sua vocação e aí caminharam para realizar seus sonhos… Nestes casos, muitos puderam e conseguiram trabalhar com suas vocações, às vezes obstruídas pelo paradigma já citado, que é o de “tenho que ter um emprego”…

Muita coisa para pensar neste início de ano, não? Então, até o próximo “Engenharia em Pauta”…

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

Quer ficar por dentro do assunto Smart City, o mais falado no Brasil e no mundo? Deixe seu e-mail e receba em primeira mão! clicando aqui.
Compartilhe:
Publicação anteriorPortal “Smart City é:” busca propagar notícias sobre cidades inteligentes e temas relacionados
Próxima publicação8 atrações que você não pode perder da Campus Party 2019
É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.