Trabalhando agora no último segmento que compõe o CANVAS, vamos pensar no item que trata do $$$, o Fluxo de Receitas. Vou relembrar que não se trata de colocar números concretos em nossa folha de CANVAS, mas sim de pensar, muito a sério, sobre como poderemos ganhar a justa retribuição de nosso esforço criativo e trabalho no novo projeto ou empresa. Este é um ponto importante, é óbvio, e pode ser a causa de grande sucesso ou problemas – afinal, ele vai tocar em um ponto sensível de nossos potenciais clientes, já que repercutirá diretamente em seus bolsos (e também no nosso…).

Outra vez temos que ser criativos, e tentar sair de nossa “caixa mental” – quem sabe até poderemos criar um método de cobrança diferente e atrativo, no que for possível? Seria bom… 

Comecemos por julgar o valor que estaremos fornecendo aos nossos potenciais clientes, através de nosso produto ou empresa. Ele é simples ou corriqueiro, ou substancial, extremamente importante para eles? Está na moda, ou perfeitamente dentro de uma tendência? Teremos concorrentes? Se tivermos, como e quanto eles cobram? Os seus clientes aceitam com boa vontade seus preços, ou acham caro? Ou mesmo acham barato demais? Dentro deste estudo, e comparando o valor agregado pelo nosso produto ou empresa, quanto poderíamos cobrar? Como os clientes gostariam de pagar? É, não é brincadeira; nestes tempos de tantas oportunidades tecnológicas, de repente você “bola” um método inovador de pagamento…

Precisamos pensar também se as “entradas” vão contribuir efetivamente para cobrir as despesas, e deixar uma margem para investimento e lucro. É claro que isto vai ficar bem definido quando fizermos o nosso “Plano de Negócio”, mas é bom pensar desde já neste assunto.

Decisões de preços não são fáceis, pois fica muito complicado mudar preços depois de começarmos nossas vendas ou operações, aumentando-os ou diminuindo-os. Mudanças de preços podem desmerecer nosso produto, ou mesmo criar desconfianças em relação ao mesmo ou à empresa que o comercializa.

Finalmente, concluindo esta longa série, no “Engenharia em Pauta”, relativa à criação de um produto inovador ou de uma empresa que vai comercializá-lo, é bom citar que nem tudo vai correr bem, desde o projeto até a sua chegada ao mercado. Ocorrerão erros, falhas, inconsistências, e problemas de qualquer natureza, em toda a cadeia. Isto é ótimo, pois todas estas ocorrências servirão como fonte de experiência e aprendizagem – basta encará-las como tal. Então, é muito importante que o inovador tenha resiliência, vontade de acertar, e forte desejo de fazer o melhor!

E mesmo se a “quebração de cara” for total, é começar de novo! Isto já aconteceu muitas vezes com grandes inovadores e empreendedores; eles não desistiram, e acabaram se dando muito bem, pela enorme experiência que acumularam ao longo de suas primeiras (e mesmo várias…) tentativas. 

Ufa! Que conversa longa! Mas desejo, sinceramente, que ela possa ter colaborado para que você obtenha muito sucesso em suas inovações!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.