Sabemos que uma inovação só é realmente considerada como tal se for implementada, agregar real valor, tiver valor comercial (1). E para tal, deve ter sido avaliada, medida, corrigida, e então mostrar-se realmente efetiva para resolver um problema, sob o ponto de vista técnico, dentro do que foi afirmado acima. E, como já foi citado no “Engenharia em Pauta” da semana passada, existem várias ferramentas para tal, algumas simples, outras mais complexas, mas que sempre devem ser utilizadas.

Uma destas ferramentas bem efetivas, completas, e fáceis de usar, é a denominada “Business Model Canvas” (2), que serve para fornecer uma ótima avaliação do produto a ser lançado, ou mesmo de uma empresa nova que quer começar no mercado. Esta ferramenta popularizou-se consideravelmente, ajudando a muitos empreendedores a não “quebrarem a cara” seriamente, logo no início; e também a muitos produtos não serem um fracasso…

Como há farta literatura a respeito, neste espaço apenas comentaremos porque ela é tão útil para vislumbrar-se o possível sucesso ou não de um novo produto ou empresa. E ela é tão efetiva porque baseia-se em um ciclo de consultas a interessados, possíveis clientes ou consumidores, sobre praticamente todos os aspectos que interessam para que se logre sucesso, minimizando o risco e aumentando a chance de sucesso. A tais consultas denominamos ”pivôs”, e só apenas quando as opiniões do “pivotados” convergirem, é que podemos seguir o caminho, agora baseados não apenas em nossa opinião, mas sim nas opiniões dos interessados. Isto aumenta consideravelmente nossa chance de acertar o alvo do sucesso.

E outra vantagem do “Canvas” é que ele permite que se coloque, em uma única folha de papel, todos os aspectos de interesse referentes ao produto ou nova empresa… É um “retrato” completo da ideia, que é então mostrado aos principais possíveis futuros usuários da solução, solicitando sua opinião. E em uma época na qual o cliente tem sempre razão, isto é ótimo! 

Fazem parte do CANVAS considerações sobre nove pontos de interesse sobre um novo produto ou serviço. São elas:

  • Consumidores e seus segmentos (Customer Segments)
  • Proposta de Valor (Value Propositions)
  • Canais (Channels)
  • Relacionamento com o consumidor (Customer Relationships)
  • Fontes de Receita (Revenue Streams)
  • Recursos Chave (Key Resources)
  • Atividades Chave (Key  Activities)
  • Parcerias Chave (Key Partnerships)
  • Estrutura de Custos (Cost Structure)

Vamos nos próximos “Engenharia em Pauta” discutir algo sobre estes nove aspectos de um novo produto ou empresa? Mas tenho certeza de que você já percebeu que todos ele são muito importantes para o sucesso, e que realmente precisamos pensar bem profundamente sobre eles para lograr sucesso na nova empreitada. E o CANVAS faz mais ainda: coloca a opinião do consumidor nesta investigação, o que é fundamental, pois todo este trabalho é dirigido a ele, no final… Até lá, então!

Referências:

(1) Manual de Oslo. Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 1997. 

(2) DORF. B.; BLANK, S. The Startup Manual – the Step-by-Step Guide for Building a Great Company. K&Ranch, Inc. Publishers. Pescadero, California, USA – 2012. 571 p.

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.