Para mim, das diversas definições de engenharia, a que mais me agrada, pela composição e definição bem claras do que é nossa carreira, é a seguinte:

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“A arte de aplicar conhecimentos científicos e empíricos e certas habilitações específicas à criação de estruturas, dispositivos e processos que se utilizam para converter recursos naturais em formas adequadas ao atendimento das necessidades humanas”. (1)

Realmente, engenharia é arte criativa, baseada em conhecimentos fundamentais e específicos e que, desde tempos imemoriais, vem resolvendo os problemas com os quais a humanidade se defronta. Basta olhar em volta! Não é à toa que nossa carreira é uma das mais antigas da humanidade!

Mas isto me leva a pensar como poderiam (ou deveriam ser…) os cursos de preparação dos engenheiros em tempos de “Quarta Revolução Industrial”, ou “Civilização 5.0”. São tantos os novos problemas a resolver, para solucionar as novas necessidades! E que se apresentam com tanta rapidez! E em tantos campos do conhecimento e vivência humanos! Talvez venha desta minha afirmativa a variedade de cursos de engenharia, com suas diversas denominações, e que são ofertados àqueles, que por vocação (e isto é fundamental…) querem seguir os caminhos profissionais dos engenheiros… 

No entanto, voltando à definição citada, dentre as diversas carreiras estabelecidas na engenharia, talvez devêssemos pensar no que é realmente muito importante para o profissional carregar em sua bagagem. Como conhecimentos científicos matemática e física, por exemplo, são fundamentais – devem ser profundamente estudados, de maneira a serem utilizados comodamente pelo profissional. Como tais, talvez também devêssemos verificar, em seu conjunto, quais seriam as bases científicas, incluindo as das áreas das ciências humanas e econômicas, para a formação dos engenheiros – isto porque tenho constatado grande evolução da carreira de colegas em áreas ligadas à administração e gerência. 

As habilitações específicas (“jeitão” de engenheiro…) poderiam ser cultivadas com cursos mais práticos, utilizando metodologias ativas, e que conteriam, por exemplo, desafios com os quais o engenheiro se defronta todos os dias. O incentivo a criar pode conseguido disponibilizando aos alunos interessados dependências tais como laboratórios bem equipados, a qualquer hora do dia, bem como certames de criatividade, feiras de projetos, etc. O contato com o setor produtivo, para que traga à academia problemas reais, para serem discutidos e utilizados como motivação de projetos, é fundamental.

Para o reconhecimento das necessidades humanas, a vivência cultural é fundamental. Grupos de discussão, temas interessantes voltados aos dias atuais, incentivo à leitura, a constante utilização de trabalhos em equipes, se possível multiculturais, é também fundamental.

Finalmente, o empreendedorismo, assumido como o manifestar da real vocação e desejos do aluno, deve ser também muito bem desenvolvido. O estímulo à criação de novas ideias, produtos inovadores, e mesmo de novas empresas, deve ser bem cuidado.

Proposta meio ousada, não? Pois é… Mas é assim que é feito em países bem avançados, e em cursos menores do que cinco anos… Então, é possível!

Referência:

  1. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário de língua portuguesa. Nova Fronteira, 2a ed.1986.

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