Vamos praticar o TRIZ?

Vamos supor uma empresa que faça inserções de componentes em placas de circuito impresso, e para isto utiliza maquinário grande e sofisticado. É um bom equipamento, que trabalha com relativa rapidez e com poucas falhas. No entanto, este equipamento é caro e necessita de manutenção constante, e seria muito conveniente seu aumento de rapidez e produtividade, além de redução de tamanho…

Pensando em TRIZ, a situação ideal (idealidade) seria aquela na qual cada componente se inserisse por si mesmo, ao mesmo tempo. Logicamente, isto traria uma boa quantidade de contradições…

A tabela TRIZ (www.triz40.com) permite experimentar várias propostas de solução para as contradições. Por exemplo, entrando como Feature to Improve (característica a melhorar) como shape, e Feature to Preserve (característica a preservar) como area of moving object, uma das sugestões é montar partes similares para operar paralelamente. Quem sabe dividir a máquina em pequenas partes?

Aí entrando outra vez com Feature to Improve como manufactoring precision, e em feature to preserve outra vez como area of moving object, tem-se uma proposta: comandar estas pequenas partes fazendo-as interagir com campos magnéticos… Aí tem-se a utilização de recursos naturais…

Esta foi uma solução proposta, e já implementada, na qual exércitos de micro robôs montam circuitos em velocidade impressionante. Aliás, a inspiração de tal solução pode ter vindo das formigas, já que a natureza é também uma grande inspiradora de criatividade e solucionadora de problemas…

professor mario augusto

Referência:

Revistagalileu/Globo, de 26 de abril de 2014

“Cientistas da SRI International se inspiraram nas formigas para criar seu próprio exército de trabalhadores pequeninos. Eles fabricaram pequenos robôs magnéticos, que podem montar sistemas mecânicos e circuitos eletrônicos. Para se mover, os robôs usam pequenos imãs que se movem sob uma placa de circuitos. Dessa forma, é possível controlar o padrão dos movimentos dessas ‘formiguinhas artificiais’, além de determinar se é apenas um robô que se move ou um grupo inteiro.”

 

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.