Segundo a conceituada revista “Science Advances”, a Amazônia estaria se aproximando de um caminho “sem volta.” Biólogos das Nações Unidas garantem que o desmatamento na Amazônia está beirando 17% de sua vegetação, sendo que o limite para o abismo climático é 20% do total de sua área. Outra problemática foi debatida no Fórum Econômico Mundial de Davos, no qual apontou que, até 2050, pode haver mais resíduos plásticos do que peixes nos oceanos.

Diante desse gigantesco desafio, em 2017, Melquisedec Negrão Jr. e Renan Alves Brandão, preocupados com a falta de alternativas sustentáveis nesse cenário, decidiram iniciar pesquisas independentes com o objetivo de desenvolver uma solução ecoinovadora capaz de mitigar problemáticas referentes ao desmatamento e a poluição residual, além de contribuir para o aumento da renda de catadores de materiais recicláveis.

Alunos Melquizedec Negrão Jr. e Renan Brandão, fundadores da Startup.

Iniciativa – Com base nessas metas, foi criada a MadTech, uma startup que desenvolveu uma madeira biossintética feita partir de resíduos plásticos recicláveis, que é adquirido diretamente de associação de catadores, e fibras naturais provenientes da agroindústria. A composição utiliza resíduos plásticos recicláveis adicionados de fibras do caroço de açaí e outras matrizes vegetais nativas da Amazônia. O material, que é coletado em centros urbanos e também em rios e igarapés da região, é tratado de forma a ser processado e pigmentado com extratos amazônicos para tornar sua aparência e utilidade semelhantes às da madeira natural. Atuando no mercado de móveis e decoração, novo produto desenvolvido já está em processo de patente.

“Transformando resíduos da região em um produto de alto valor, a MadTech visa construir experiências necessárias para reinventar a Amazônia, criando um produto ecologicamente saudável, socialmente correto e economicamente inteligente”, ressalta Melquisedec, CEO da startup.

Prêmios Com a proposta de um produto ecoinovador e de impacto socioambiental positivo, a MadTech, em 2017, foi vencedora do Prêmio Negócios de Impacto pelo Desafio Inove+ (uma das maiores competições sobre empreendedorismo universitário do Norte do Brasil) também, em 2017, foi finalista mundial (sendo a única representante do Brasil) no Marine Plastics Innovation Challenge das Nações Unidas.

Aliando a sustentabilidade com a indústria 4.0, em 2018, a startup passou a produzir filamento de madeira biossintética para produção de móveis impressos em 3D. Como resultado dessa mais nova inovação, foi laureada com o Prêmio AmazôniaUP de Empreendedorismo Sustentável. O prêmio, de repercussão nacional foi realizado pela Natura em parceria com o Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

Conheça um pouco mais sobre a MadTech acessando as redes sociais: Facebook e/ou Instagram ou ainda o site https://www.madeiratecnologica.com.

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