Infelizmente os países não alcançarão a meta internacionalmente acordada de minimizar os impactos adversos de substâncias químicas e resíduos até 2020, o que significa que uma ação urgente é necessária para reduzir os danos à saúde humana, segundo um relatório da ONU lançado no dia 11 de março.

Segundo o Panorama Global de Substâncias Químicas, apresentado durante a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, em Nairóbi, a atual capacidade de produção de químicos, de 2,3 bilhões de toneladas, deve dobrar até 2030. O atual volume de químicos tem valor anual de 5 trilhões de dólares.

Apesar de compromissos para maximizar benefícios e minimizar os impactos dessa indústria, os químicos perigosos continuam a ser liberados no meio ambiente em grandes quantidades. Eles são onipresentes no ar, na água e no solo, na comida e nos seres humanos. O mundo precisa aproveitar as várias soluções que já existem e são ressaltadas no relatório.

“Se o crescimento com (o setor de) químicos vai ter saldo líquido positivo ou negativo para a humanidade, isso depende de como gerimos o desafio dos químicos”, afirmou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente. “O que está claro é que temos que fazer muito mais, juntos.”

O relatório mostra que, embora tratados internacionais e instrumentos voluntários tenham reduzido os riscos de alguns químicos e resíduos, o progresso foi desigual e lacunas na implementação perduram. Por exemplo, em 2018, mais de 120 países não haviam implementado o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Químicos.

Via: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

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