Os plásticos biodegradáveis estão a emergir como alternativa, para evitar a acumulação de plástico no meio ambiente por longos períodos de tempo.

Agora, um estudo publicado na revista científica Ambiental: Nano, revela que o polihidroxibutirato(polímero da família dos polihidroxialcanoatos formado de monômeros de quatro carbonos. Tem propriedades biocompatíveis, termoplásticas e biodegradáveis), produz efeitos tóxicos em organismos aquáticos em ecossistemas .

Estudos anteriores haviam avaliado os efeitos produzidos pelos nanoplásticos em organismos presentes nos ecossistemas, mas eram sempre nanoplásticos sintetizados diretamente no laboratório. Pela primeira vez, os efeitos dos nanoplásticos secundários, isto é, aqueles gerados após a degradação dos plásticos sob condições similares às da natureza, foram estudados. “Esta é uma aproximação do que pode estar acontecendo nos ecossistemas aquáticos continentais hoje”, dizem os autores da pesquisa.

Efeitos tóxicos

Os resultados mostram que os nanoplásticos obtidos após a degradação dos plásticos de polihidroxibutirato exercem efeitos tóxicos sobre dois produtores primários de águas continentais, uma alga e uma cianobactéria.

Os produtores primários desempenham um papel fundamental nos ecossistemas, porque são a base da rede trófica, de modo que, se afetados, todo o ecossistema pode sofrer danos.

O trabalho, que também envolve pesquisadores da Universidade de Alcalá (UAH), também analisou os efeitos que esses nanoplásticos produzem em níveis mais elevados da rede trófica. 

Finalmente, os pesquisadores analisaram o mecanismo por trás da toxicidade dos nanoplásticos em organismos aquáticos, encontrando mecanismos de ação semelhantes aos das nanopartículas de outros materiais.

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