Foto: CERN/Divulgação

A Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear anunciou a aprovação do plano para construir um novo supercolisor circular de 100 quilômetros. O próximo desafio é conseguir o financiamento para o projeto, que deve custar cerca de 21 bilhões de euros, algo próximo de R$ 125 bilhões.

O novo colisor de partículas será muito mais extenso que o Grande Colisor de Hádrons,o famoso LHC, considerado o maior do mundo, com 27 quilômetros de circunferência, instalado em um túnel a 175 metros abaixo do nível do solo, em Genebra na Suíça).

Além do seu tamanho, ele terá 10 vezes mais energia.

Batizado de Future Circular Collider, FCC, a máquina também deve ser construída nas proximidades de Genebra, dando aos físicos a possibilidade de estudar melhor as propriedades do Bóson de Higgs, também conhecido como “partícula de Deus”, além de facilitar a descoberta de novas partículas subatômicas.

A previsão é de que o FCC comece a ser construído em 2038, ficando pronto para funcionar por volta de 2050. Até lá, o CERN continuará operando o LHC, que vai passar por uma atualização em sua infraestutura em breve.

O documento aprovado pelo CERN descreve dois estágios de desenvolvimento para a construção do supercolisor. No primeiro estágio, que deve estar pronto em 2050, ele funcionará colidindo elétrons e pósitrons, para estudar o Bóson de Higgs. Haverá a possibilidade de colidir prótons com elétrons, em preparação assim para o estágio final, que envolveria a colisão prótons-prótons, quando o equipamento teria uma capacidade 10 vezes maior de energia que o LHC.

A última etapa só deve ocorrer no fim deste século.

Grande parte da tecnologia exigida para colocar a máquina em funcionamento ainda não foi desenvolvida, sendo objeto de estudo para as próximas décadas.

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