Ocorreu uma forte explosão solar no dia 9 de fevereiro. Esse tipo de evento é chamado de “erupção solar” e pode ter impactos em comunicações de rádio e sistemas de comunicação via satélite, especialmente em regiões afetadas diretamente pela explosão.
A classificação “X” indica uma erupção solar extremamente intensa e pode ter efeitos significativos na magnetosfera da Terra e nas comunicações de radiofrequência.
É importante que agências espaciais e organizações de comunicação monitorem atentamente esses eventos para avaliar os potenciais impactos e tomar as medidas necessárias para proteger sistemas sensíveis à radiação solar.
O fato de que a mancha solar AR3576 é tão grande que foi fotografada pelo rover Perseverance em Marte mostra a escala impressionante desse fenômeno solar. Esses eventos solares são parte natural do ciclo solar, mas sua intensidade pode variar e impactar as atividades tecnológicas na Terra e no espaço.

A boa notícia é que a mancha solar se moveu na quinta-feira (8), o que fez com que a Terra escapasse do impacto direto das partículas da explosão. Em uma publicação no Twitter, o heliofísico Alex Young ressaltou que a erupção estava acompanhada de uma onda coronal, indicando a ocorrência de uma ejeção de massa coronal.
Essa movimentação da mancha solar e a presença da onda coronal são elementos importantes a serem observados e compreendidos para avaliar o potencial impacto desses eventos no ambiente espacial próximo à Terra.
? ? ? X FLARE!!! An X3.4 from departed region AR3575. Given that it is over the limb the flare is much larger. There was a clear eruption with a coronal wave suggesting a very fast CME to the west. Waiting for more imagery. ? ? ?
MORE at EarthSky: https://t.co/xD29wLfm4e pic.twitter.com/y57XmBgv4e
— Dr. C. Alex Young (@TheSunToday) February 9, 2024
Ejeções solares da massa coronal
As ejeções de massa coronal são grandes emissões de plasma e campos magnéticos do Sol, e quando atingem a Terra, podem desencadear tempestades geomagnéticas. Como a mancha que causou o fenômeno estava no extremo sul do Sol, é pouco provável que as partículas do fenômeno tenham impactado diretamente nosso planeta.
Entretanto, as emissões de raios X e radiação ultravioleta liberadas pelos fenômenos podem causar blecautes de rádio em uma área ampla, como foi observado. Com o Sol se aproximando do período de maior atividade em seu ciclo, é esperado que mais eventos desse tipo ocorram.
Monitorar a atividade solar e seus impactos potenciais é fundamental para entender e mitigar os efeitos desses eventos no ambiente espacial próximo à Terra, especialmente em termos de comunicações e sistemas tecnológicos sensíveis.
CME WATCH – 2024.02.09: pic.twitter.com/PflDp2ZG04
— Keith Strong (@drkstrong) February 10, 2024
Erupções solares e ejeções de massa coronal com alta intensidade têm o potencial de causar uma série de problemas tanto para satélites no espaço quanto para os sistemas elétricos aqui na Terra. Esses eventos podem resultar em perturbações na atmosfera superior da Terra, afetando a propagação de sinais de comunicação e GPS, além de aumentar o risco de danos a satélites em órbita.
Fonte: Canal Tech
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