Ao longo do tempo, na publicação de diversos “Engenharia em Pauta”, temos conversado sobre a necessidade urgente de mudanças nas metodologias de ensino praticadas no sistema escolar em geral. Tal afirmativa é baseada pela rápida introdução de novas tecnologias em nosso modo de vida, pelas novas características das gerações que temos de educar e formar, e pela situação “pós-pandemia”, que acrescenta mais uma grande “pitada” de novas necessidades em um novo tipo de sociedade… Muitas sugestões foram dadas, muito estudos estão sendo feitos, e algo de novo está surgindo em modernas instituições de ensino e treinamento. Ainda bem!

E não há de que fugir disso tudo! Todos os estudos sobre aprendizagem nos levam a constatar esta realidade, e mesmo nós sentimos tal necessidade quando temos que aprender ou ensinar algo novo!

A esse respeito, um estudo muito interessante foi apresentado por William Glasser (1925-2013), psiquiatra norte-americano que estudava a saúde mental, o comportamento humano e a educação. Uma das suas mais importantes conclusões está representada na denominada Pirâmide de Aprendizagem, ou Pirâmide do Aprendizado, que pode ser vista na figura que encabeça este artigo. Glasser inclusive sempre afirmava que o protagonista de sua própria aprendizagem é o estudante, e por isso mesmo deveria ter mais liberdade; também afirmava que o docente deveria ser apenas um guia para o aprendiz, e não um chefe  Se olharmos as metodologias atuais, fica complicado, não é?   

Nesta pirâmide, o que logo salta a vista é a divisão do aprendizado em Passivo, (infelizmente o mais praticado entre nós, nos mais diversos graus do ensino) e Ativo, que é o desejado para maior efetividade no aprendizado. Então podemos constatar que:

Metodologias passivas 

  • na simples leitura: aprendemos 10% da matéria;
  • ao escutar alguém falando: 20%;
  • ao assistir a um vídeo ou observar algo: 30%;
  • ao escutar e observar ao mesmo tempo: 50%;

Metodologias ativas

  • ao conversar ou debater sobre o tema: 70%;
  • ao fazer, escrever ou praticar: 80%;
  • ao ensinar alguém: 95%.

Não se pode concluir que o total abandono das metodologias consideradas passivas deva ser efetivado. Cada uma das metodologias tem seu lugar, se adequadas a cada momento no contato docente/aprendiz. O que não deve ocorrer é a utilização constante das metodologias entendidas como passivas, como, por exemplo, o docente focalizar sua atuação somente em aulas expositivas, às vezes subsidiadas por slides… O que aprendiz deve fazer, estimulado e guiado pelo docente, é participar mais do processo de aprendizagem, sendo isso facilitado pela utilização de metodologias ativas… Seguramente seu interesse e motivação vão aumentar, e a retenção do conhecimento vai ser substancialmente incrementada… Legal, não?

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