Novas formas de ensino são sempre bem vindas, ainda mais se tiver um bom resultado no aprendizado dos alunos. Aqui no Brasil, ainda se tem uma resistência muito grande em relação a isso, mas há sim instituições que estão implantando métodos alternativos de ensino, que é o caso da USP que implementou aulas mais alternativas na disciplina de Física 1, e o resultado está sendo incrível.

Os alunos do curso de Licenciatura em Ciências Exatas do campus de São Carlos avaliaram o aprendizado de estudantes que cursaram a disciplina Física 1 pelos métodos passivos (apenas aulas expositivas) e ativos (aulas expositivas mais atividades alternativas).

Dividida em 14 turmas, seis cursaram a disciplina utilizando o método tradicional, enquanto as oito restantes participaram do modelo ativo que entrou em vigor juntamente com a reestruturação da grade curricular do IFSC, em 2017. Das cinco horas semanais de aula do modelo ativo, três foram dedicadas a um ensino mais expositivo, semelhante ao tradicional. Porém, nas duas horas restantes foram realizadas atividades que estimularam os alunos a solucionar problemas, sendo que, nesse caso, os estudantes ainda executavam uma série de trabalhos on-line por meio da plataforma e-Disciplinas da USP, de modo a reforçar o aprendizado.

“A principal mudança foi tentar seguir o que hoje a literatura da área de ensino mostra, que o aluno na postura passiva (quando é levado a ficar somente nas aulas expositivas) tem um ganho de aprendizado menor do que aquele que efetivamente trabalha o conteúdo abordado pelo professor”, explica Paiva.

Sérgio Muniz espera que os resultados desse estudo estimulem outras pessoas a analisar metodologias de ensino a partir de uma abordagem científica, porque a seu ver nem mesmo os cientistas são tão científicos ao discutir métodos educacionais. “Há uma tendência a se guiar pela tradição, replicando métodos usados na sua própria formação, sem avaliar objetivamente o quanto isso funcionou na prática, especialmente diante de uma população de perfil variado.” Outro equívoco comum, segundo ele, é desconhecer a vasta literatura internacional de pesquisas na área de ensino de física que, há algumas décadas, já apontam para as vantagens das metodologias ativas, reforça Muniz.

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