Confira a entrevista com a Doutora em Arquitetura e Urbanismo, titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (SEUMA):

Qual sua visão de futuro quanto ao presente cenário de crescimento desordenado das cidades?

As cidades brasileiras evoluíram com o passar dos tempos e tornaram-se organismos complexos de serem administrados. Fortaleza, por estar situada em localização estratégica, é o ponto de conexão entre 14 cabos de fibra ótica que fazem a comunicação entre Américas do Norte, Central e do Sul, Europa e África. Estamos nos credenciando para ser um hub internacional de telecomunicações. Com essas possibilidades e a informacionalização temos cada vez mais condições de cidades preparadas para o futuro.

Quais medidas, além das previstas em lei, o poder público poderia adotar para corrigir e coibir discrepâncias urbanas?

Este é o desafio de todo gestor. Acredito que a resposta para esta questão não está em leis mais rígidas. Precisamos regulamentar, fiscalizar e atrair o cidadão para o “fazer cidade” junto ao Poder Público. Acredito que quando a Administração Pública proporciona ao cidadão formas de ver, fazer e usar a cidade estas discrepâncias são revertidas.

A PLANET The Smart City propõe a adequação da legislação ao seu propósito, bem como auxiliar o poder público na sua aplicação, atuando na educação da população e na condução do projeto a longo prazo, estimulando uma positiva convivência social com as pessoas como centro da cidade. Qual sua opinião em relação a essa inovadora proposta de desenvolvimento das cidades?

Incentivar o desenvolvimento de mais smarts cities, em especial as social smarts cities, ou até mesmo as smart buildings. A vinda de empresas com estas características agrega um valor econômico imenso à cidade. Fortaleza deve ser a cidade das oportunidades. O planejamento deve promover o mix de usos nos bairros, reduzindo deslocamentos. A legislação vem sendo alterada e demais instrumentos urbanísticos também foram regulamentados para permitir projetos inovadores em nossa cidade.

Você acredita que o conceito de Cidade Inteligente Social pode se tornar referencial para uma nova forma de desenvolvimento urbano, convivência social e melhorar a qualidade de vidas dos habitantes?

Sou entusiasta desse novo conceito de cidade! As cidades que buscam otimizar o dia a dia são cada vez mais uma exigência de quem quer se sobressair no mapa mundial de cidades.

O que você destacaria como os grandes diferenciais de inovação na forma de implantação urbana no projeto da Smart City Laguna?

Vários são os diferenciais do projeto. Acredito que servirá como laboratório de inovação em São Gonçalo do Amarante. A Smart City Laguna trará vitalidade, inovação, aculturação, melhoria da qualidade ambiental, urbanística, social e oportunidades para atividades ligadas à tecnologia.

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