Entre 1970 e 2014 mais de 60% da vida selvagem desapareceu segundo relatório do WWF, que relaciona o extermínio de populações ou espécies inteiras com o crescimento da humanidade e as crescentes necessidades no que refere à alimentação, água potável e outros recursos hoje usados no mundo civilizado.

E não serão só as espécies selvagens que sofreram as consequências do extermínio gradual registado nos últimos 44 anos: também a humanidade poderá estar em risco, alerta a WWF.

“Isto está a ameaçar o futuro da população. A Natureza não pode ser uma “coisa fixe de ter” – tem de ser o suporte das nossas vidas”, denunciou Mike Barrett, diretor executivo de Ciência e Conservação da WWF, no The Guardian.

O estudo contou com os contributos de 59 especialistas de diferentes países e os dados relativos à evolução das populações de mais de 4000 espécies. Entre as conclusões do relatório, destacam-se os efeitos produzidos pela agricultura e a produção e alimentos como uma das principais causas da matança que se tem registado no mundo animal.

Nem sempre os animais são mortos para produzir alimento – mas muitos deles ficam sem habitat devido à expansão dos campos agrícolas. Hoje, três quartos das terras existentes no planeta foram de alguma forma condicionados ou transformados pela ação dos humanos.

Já no mar, as notícias também não são muito positivas. Há uma escassez de peixe causada pelo excesso de pesca. Metade da população de baleias podem morrer devido à poluição. Na América do Sul e na América Central as populações de vertebrados registaram uma perda de 89%. As estimativas ilustram a devastação com a seguinte comparação: a cada 2 de meses, é eliminada nas américas a vegetação tropical de uma área comparável à região metropolitana de Londres.

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.