O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, descartou a adoção de qualquer política de subsídio para estimular a criação de um mercado de carros elétricos no país. A solução para reduzir o custo elevado desses veículos, na avaliação de Coelho, pode vir com medidas como a redução de tributos.

É o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados, cuja alíquota para o carro elétrico é 25% , contra 7,5% do carro flex.“A gente quer pelo menos igualar ao carro flex, enquanto alguns defendem que [a alíquota] fosse menos que 7,5%. No primeiro momento, se a gente conseguir essa redução vai tornar a solução [de usar energia elétrica, em vez de combustível líquido] mais competitiva.

Tem muito dever de casa para fazer ainda”, afirmou Coelho, após receber de Itaipu um sedan elétrico e dois eletropostos nesta segunda-feira, 5 de junho.O veículo elétrico será o primeiro a ser usado como carro oficial por um representante do governo em Brasília. A cerimônia de entrega aconteceu na sede do MME, com a participação do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, e do diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Luiz Fernando Vianna.

O carro tem autonomia de aproximadamente 150 quilômetros e pode ser carregado em apenas duas horas.Durante a entrega, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Romeu Rufino, destacou que é importante o sinal de preço na regulamentação do serviço de recarga de veículos elétrico, que está em audiência pública na Aneel.“Não podemos ter mais um subsidio cruzado no setor elétrico”, alertou Rufino.

Coelho Filho disse que concorda com a posição do dirigente da Aneel em relação aos subsídios.  “Na verdade a gente está iniciando um esforço e a escala vai se dar quando as condições estiverem lançadas. A indústria [automobilística], quando sentir que tem um ambiente propicio para isso, não tenho duvida que vai investir. Nos estamos aqui só fazendo o papel de poder ser o indutor, o estimulador da politica”, finalizou o ministro.

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