Eles criaram um pequeno adesivo que é colado sobre a pele, conhecido como biocélula e esta gera 10 vezes mais energia por área superficial, usando como combustível o suor humano, do que qualquer dispositivo desse tipo já demonstrando.

Com essa energia toda produzida pode – se abastecer equipamentos eletrônicos de vestir, como monitores de saúde, rádios Bluetooth, pequenas lanternas de LED para sinalização de ciclistas e corredores à noite por exemplo.

A mágica ocorre porque a energia gerada flutua com a quantidade de suor produzida pelo corpo humano e através de um conversor DC/DC conectado a biocélula a potência e a tensão se tornam constantes,  equalizando a saída para a energia ficar estável.

As células conseguem oxidar o ácido lático presente no suor que o corpo gera através de uma enzima e então produzir eletricidade. Uma preocupação é com a compatibilidade da pele humana, para isso, eles criaram eletrodos dispostos em matrizes de polímeros seguindo uma estrutura “ ilha e ponte ”, fazendo com que as seções mais densas do material se liguem a outras por seções mais finas em formato de mola, formando o ânodo e o cátodo.

Outra problemática a ser pensada está no aumento da densidade de energia da biocélula, para isso, tiveram que encontrar uma combinação exata de materiais nos pontos e pontes e ainda recobrir a estrutura com uma camada de mono-tubos de carbono para poder carregar cada ponto anódico com mais enzima que reaja com o ácido lático e mais óxido de prata nos pontos catódicos e aperfeiçoar a taxa de transferência dos elétrons.

O resultado foi satisfatório, existem ainda alguns problemas a serem resolvidos, como a diluição do ácido lático no suor ao longo do tempo fazendo decrescer a energia gerada e a sensibilidade à luz do óxido de prata usado no cátodo.

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.