Para o executivo Christian Gebara da Telefônica/Vivo, atual responsável pela recente fusão com a operadora GVT, disse ao Tecnoblog o que ele pensa a respeito da polêmica adoção do limite de dados em internet fixa que a empresa começou a adotar.

Para ele, quem faz uso de plataformas de streaming, como YouTube e Netflix, terá de pagar planos mais caros.

Perguntado se esse limite afetaria os usuários, Gebara disse que apenas “uma porcentagem muito baixa” dos usuários serão prejudicados, enquanto aqueles que fazem uso leve – nas palavras do Gebara, “e-mails e navegação” – serão beneficiados. “Quem faz uso de streaming de vídeos, por exemplo, naturalmente terá que pagar mais”, reafirmou.

No entanto, este cálculo mostra que os limites oferecidos atualmente pela Vivo e outras operadoras, como por exemplo NET e Oi, não são suficientes para os hábitos de muitos dos consumidores.

Para a Vivo entretanto, essas estimativas estão erradas e são “exageradas”, dizendo que foi feita uma análise em sua própria rede de usuários.

Para terminar, Gebara dia que “a ideia é que o consumo seja como uma conta de luz, onde o cliente pagará apenas o que precisar”. O executivo também diz que a adoção de limite de dados em internet fixa, sob pena de corte de conexão, é uma tendência mundial e “um caminho irreversível”.

Para tanto, ele não respondeu na entrevista ao Tecnoblog a acusação de que esse modelo de cobrança fere o Marco Civil da Internet.

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Imagem de Shutterstock