Aproximadamente 1 a cada 9 homens desenvolverá câncer de próstata durante a vida e, após o câncer de pulmão, é a segunda forma mais comum de câncer em homens.

Cientistas e pesquisadores trabalham duro todos os dias para procurar novas formas de combater o câncer. Nesta semana, uma equipe revelou descobertas promissoras.

Pesquisa, publicada recentemente em um artigo na Gene Therapy, está mostrando um grande potencial no desenvolvimento de tratamentos.

Destruindo células tumorais

Cientistas do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) conseguiram destruir células tumorais em camundongos injetando um vírus geneticamente manipulado.

Não só isso, mas o vírus também tornou as células tumorais mais receptivas às drogas quimioterápicas, ajudando-as a quase eliminar os tumores em alguns casos.

A equipe de pesquisadores foi liderada por Bryan Eric Strauss, chefe do Laboratório de Vetores Virais do Centro de Pesquisa Translacional em Oncologia (CTO) do ICESP.

Imagem: Marcos Santos

p53: Uma arma contra o câncer

“Nós usamos uma combinação de terapia genética e quimioterapia para combater o câncer de próstata em camundongos”, afirmou Strauss. “Nós escolhemos a arma que consideramos mais provável para trabalhar como um supressor de tumor”, disse ele, referindo-se a p53.

O p53, também conhecido como TP53 ou proteína tumoral, é um gene vital no controle dos ciclos celulares. Como tal, funciona como uma proteína de supressão tumoral. Como está presente em ratos e humanos, é ideal para este tipo de pesquisa.

O gene foi inserido no código genético de um adenovírus em condições de laboratório. O vírus geneticamente manipulado foi então injetado diretamente nos tumores presentes nos camundongos.

Testando camundongos

Strauss descreveu como eles diferenciaram os resultados em ratos usando o vírus infundido com p53 com aqueles que usam drogas mais tradicionais:

“Primeiro implantamos células de câncer de próstata nos camundongos e esperamos que os tumores cresçam. Então, injetamos o vírus diretamente nos tumores. Repetimos esse procedimento várias vezes. Em duas dessas ocasiões, também administramos sistemicamente cabazitaxel, uma droga comumente usado em quimioterapia. Depois disso, observamos os ratos para ver se os tumores se desenvolveram.”

Um vírus não relacionado também foi administrado a alguns dos ratos como controle.

Algumas ressalvas

Injetar o vírus na corrente sanguínea de um paciente não é viável, afirma Strauss. O medicamento deve ser injetado diretamente no tumor.

Tratar células tumorais com p53, infelizmente, não garante que elas serão eliminadas.

Como tal, o tratamento, se desenvolvido, teria que ser combinado com outros métodos. Tal combinação poderia ajudar a evitar os efeitos colaterais do uso de apenas quimioterapia ou outras drogas, como tratamento.

Enquanto a pesquisa está em seus estágios iniciais, ela está mostrando uma grande promessa como um novo método para combater o câncer. O próximo passo da equipe de pesquisa é considerar a possibilidade de levar suas descobertas em ensaios clínicos com pacientes humanos.

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