Pesquisadores da Ludwig-Maximilians-University of Munich (Alemanha) descobriram uma maneira para melhor prever a progressão da doença de Alzheimer através da visualização de níveis de ativação da microglia com a tomografia por emissão de pósitrons (PET).

As alterações cerebrais distintivas em pessoas com doença de Alzheimer incluem o acúmulo de placas de beta-amilóide. Quando as células microgliais do sistema nervoso central reconhecem a presença de placas beta-amilóides, elas produzem uma reação inflamatória no cérebro.

“A proteína translocadora de 18 kD (TSPO) é altamente expressa em microglia ativada, o que a torna um valioso biomarcador para avaliar a inflamação no cérebro. Em nosso estudo, usamos imagens TSPO-PET para determinar se a ativação microglial teve alguma influência sobre os resultados cognitivos em um modelo de camundongo amilóide “, explica Matthias Brendel, um dos autores da pesquisa.

No estudo, publicado no Journal of Nuclear Medicine, os pesquisadores compilaram uma série de imagens PET para 10 camundongos transgênicos com proteínas beta-amilóides e sete camundongos selvagens. A TSPO-PET de microglia ativada foi realizada aos 8, 9,5, 11,5 e 13 meses, e a beta-amilóide PET foi realizada aos oito e 13 meses.

Depois de completar as imagens, os pesquisadores submeteram os ratos a um labirinto de água no qual os ratos tiveram que distinguir entre uma plataforma flutuante que seguraria seu peso e uma que afundaria. As tarefas foram realizadas várias vezes ao dia por um período de 1,5 semanas.

O desempenho da memória no labirinto aquático foi avaliado medindo-se o tempo médio de deslocamento desde o ponto de partida até uma plataforma em cada dia de treinamento e calculando-se a distância percorrida no último dia de treinamento. Após completar a tarefa do labirinto aquático, foram realizadas análises imunohistoquímicas de microglia, densidade amilóide e sináptica.

Os ratinhos transgênicos com PET tiveram um sinal mais elevado do cérebro e tenderam a ter melhor desempenho cognitivo em labirinto de água, enquanto os sinais de beta amiloides nas mesmas áreas do cérebro não se correlacionou com o desempenho cognitivo em labirinto.

Os pesquisadores descobriram que uma resposta microglial anterior à patologia amiloide em camundongos transgênicos também protegeu a densidade sináptica durante o acompanhamento. Especificamente, os camundongos transgênicos com maior expressão de TSPO aos oito meses apresentaram melhores resultados cognitivos no labirinto aquático e maior densidade sináptica, como confirmado pelas análises imunoquímicas.

Com informações de INVDES

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