A Xiaomi foi acusada de coletar dados de navegação sem o consentimento de seus usuários. Além disso, a nova denúncia alega que a empresa faz isso durante diversas atividades do usuário — inclusive se ele estiver com o “Modo Anônimo” ativado no navegador.

De acordo com a Forbes, o navegador padrão da empresa grava, armazena e envia todas as atividades possíveis dos usuários. Isso inclui a lista de sites visitados, as buscas realizadas em sistemas variados – Google e DuckDuckGo, os metadados do dispositivo em questão e até o que foi consumido no feed de notícias.

Para comprovar as alegações, dois especialistas em segurança foram consultados, Gabriel Cirlig e Andrew Tierney, que chegaram às mesmas conclusões preocupantes sobre a falta de privacidade.

Só que o mais preocupante está na ação dos navegadores, o que inclui tanto o padrão em celulares da Xiaomi quanto produtos da empresa na Google Play Store para outros aparelhos, como exemplos o Mi Browser Pro e o Mint Broswer.

Ao que parece, nem mesmo o “Modo Anônimo” é respeitado, e os dados são coletados mesmo assim.

O vídeo abaixo prova que o celular registra o caminho feito pelo Mi Browser em modo privado — incluindo uma visitinha a uma página de conteúdo pornográficos, algo que teoricamente deveria ficar anônimo nessa forma de navegação.

Todas essas informações são enviadas para servidores remotos da empresa em locais como Singapura e na Rússia, entretanto com domínios registrados na China. E, de acordo com os pesquisadores, isso não é feito da forma mais segura possível, com uma criptografia de fácil resolução. Assim, os dados podem ser não apenas lidos pela companhia, mas interceptados e utilizados por eventuais criminosos.

Entretanto, foram testados os dispositivos Xiaomi Mi 10, Xiaomi Redmi K20 e Xiaomi Mi MIX 3, que contêm códigos similares de navegação. Logo, é bem possível que outros dispositivos também tenham as mesmas vulnerabilidades.

O que diz a Xiaomi?

A fabricante chinesa afirma que as denúncias são “inverdades” e que “privacidade e segurança são preocupações máximas” na empresa, seguindo leis e regulações relacionadas ao armazenamento de dados dos usuários.

Logo, o porta-voz confirmou que a companhia de fato estava coletando dados de navegação com o consentimento do usuário, anonimizando as identidades para impedir o rastreio de pessoas.

A Xiaomi ainda negou que o “Modo Anônimo” não garantisse a privacidade prometida, alegando que as sugestões de termos de pesquisa são “soluções comuns adotadas por empresas de internet para melhorar a experiência do produto em geral ao analisar informação que não podem ser identificadas individualmente de cada usuário” — algo que foi provado como falso pela pesquisa usando as páginas de conteúdo adulto.

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.