O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque disse que o Brasil vai sim, continuar apoiando investimentos em fontes renováveis de energia, mas ainda não há planos no país para se abandonar a geração termelétrica a carvão.

Embora países como Alemanha e França venham anunciando planos de fechar usinas a carvão no médio e longo prazo, o Brasil espera que a fonte possa ao menos manter a estabilidade de sua participação na matriz na próxima década, acrescentou Albuquerque.

“Nós não podemos descartar nenhuma das fontes”, disse o ministro a jornalistas, ele destacou que o carvão é importante para a economia da região Sul do país e por isso ainda não há planos do governo de abandonar esse tipo de geração de energia.

“Hoje o carvão é cerca de 1,9% da matriz (elétrica do Brasil) e deverá permanecer nesse patamar pelos próximos 10 anos. Vai ter espaço para o carvão, para ele manter a base dele”, afirmou o ministro.

Após essa década, no entanto, o futuro da fonte dependerá da tecnologia, disse o ministro, ressaltando no entanto que acredita em um futuro mais limpo para essas usinas.

Do outro lado do oceano, na Europa, o governo da França tem planos de fechar todas as térmicas que usam o combustível fóssil no país até 2022, enquanto o Reino Unido, onde foi instalada a primeira usina elétrica a carvão do mundo, nos anos 1880, pretende fazer o mesmo até 2025. A Alemanha trabalha com uma meta de prazo mais longo, com expectativa de acabar com as usinas a carvão até 2038.

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