Pictured: Fionn Whitehead, Will Poulter, Asim Chaudhry

De todas as inovações das últimas décadas, a Internet é provavelmente a que mais modificou a forma como agimos no mundo e nos relacionamos com ele. Com cerca de um milhão de novos usuários todos os dias, a Internet já conta com mais de quatro bilhões de pessoas conectadas no mundo.

Esta tecnologia transformou o nosso cotidiano. Atualmente, há muito pouco espaço para o tédio, quando qualquer minuto ocioso, seja na rua, seja em casa, pode ser preenchido com a Internet em um dispositivo móvel. Além das redes sociais, como o Instagram e o Facebook, e de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, novas formas de entretenimento surgem todos os dias, de plataformas de streaming a jogos online.

Para viver nesse mundo de infinitas opções, o dia a dia de um usuário da Internet é como o filme interativo da série Black Mirror, “Bandersnatch”, em que o telespectador participa ativamente da construção da narrativa, fazendo as mais diversas escolhas ao longo do filme.

Em “Bandersnatch”, o protagonista e o espectador trilham percursos sombrios, que questionam a real autonomia de ambos ao fazerem escolhas; a vida real, contudo, pode ser diferente. Ainda temos autonomia diante da tecnologia e devemos exercê-la.

“A tecnologia não é a vilã”

Durante o evento Rio2C 2019, no Rio de Janeiro, o criador de Black Mirror, Charlie Brooker, e a produtora da série, Annabel Jones, afirmaram que usam a tecnologia em suas narrativas como um filme de super-heróis usa os superpoderes.

Segundo Jones, “a tecnologia não é a vilã” dos episódios distópicos que assombraram milhões de espectadores em todo o mundo. Para ela, as histórias são sobre as fraquezas e as relações humanas.

Assim como os seres humanos podem usar a tecnologia, especialmente a Internet, de forma prejudicial a si mesmos e aos outros, como é retratado em Black Mirror, eles também podem encontrar nela uma aliada em prol de sua segurança e qualidade de vida.

Para fazer uso saudável e produtivo da Internet, precisamos adquirir informações confiáveis, construir senso crítico e disciplina e usar as ferramentas corretas. No “mundo real”, não dividimos nossas informações pessoais com qualquer um, nem confiamos o nosso dinheiro a alguém sem antes ter a certeza de que podemos confiar em tal pessoa.

No universo digital, os mesmos cuidados precisam ser tomados. Contudo, se há alguns riscos adicionais na Internet, também nela encontramos as precauções necessárias. Se queremos descobrir se uma loja virtual é confiável, por exemplo, é possível pesquisar as opiniões de outros consumidores online.

As mais diversas ferramentas têm sido disponibilizadas na Internet para combater os males desta mesma tecnologia, dentre eles, a proliferação de notícias falsas, a falta de segurança e de privacidade, ou o exagero de tempo gasto online.

Com tantas opções, informações e ferramentas disponíveis na Internet, precisamos deixar de culpar a tecnologia e empenharmo-nos em torná-la uma aliada. Afinal, se não é possível parar o avanço tecnológico, melhor unirmo-nos a ele.

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