Para muitas pessoas, blockchain ainda é uma tecnologia para o futuro, que deve demorar a render seus frutos. Por outro lado, existem startups, grandes empresas e até mesmo instituições governamentais de vários países investindo pesado em aplicações baseadas em blockchain como forma de solucionar problemas das mais variadas áreas.

Exemplos dessas soluções se estendem desde o mercado de entretenimento, com plataformas que combinam organizadores a influenciadores, que recebem para divulgar os eventos; passando pelos smart contracts, que automatizam o pagamento de valores entre duas partes, garantindo que o valor em questão sejam liberado assim que os termos do contrato forem cumpridos. A utilização de plataformas de smart contracts, como a Ethereum, pode abranger diversos mercados, como o de profissionais autônomos, que podem ter a segurança de receber o valor cobrado, assim que uma meta pré estabelecida for alcançada, livrando tanto o prestador do serviço quanto o contratante da incerteza de se trabalhar com um desconhecido.

No Brasil, temos os casos das startups OriginalMy, que utiliza a blockchain do Bitcoin, da Ethereum, dentre outras, para garantir a autenticidade de documentos pessoais, assinatura de contratos, e por aí vai; e da Ubitquity, que auxilia cartórios de registro de imóveis a registrar informações de terras, com dados do proprietário, extensão do terreno, etc. Ambas as empresas podem garantir que as informações sejam armazenadas, sem que aja possibilidade de modificações, e que sempre estejam disponíveis a qualquer momento.

Mas as aplicações que mais chamam atenção atualmente, sem sombra de dúvida, estão no mercado das criptomoedas, seja pela tecnologia aplicada ou pela especulação gerada em torno do seu valor. As mais de 2000 criptomoedas listadas no CoinMarketCap apresentam propostas variadas de implementação, mas com o mesmo objetivo: servir como meio de transferir valores de forma rápida, segura e, principalmente, sem necessitar de uma entidade central intermediando as transações.

O real problema da maioria desses projetos, a parte da saturação provocada no mercado, é a ênfase quase que exclusiva no desenvolvimento de tecnologia, o que acaba deixando a usabilidade esquecida num canto qualquer. Isso não quer dizer que a pesquisa de novas tecnologias não seja importante, muito pelo contrário. A otimização das tecnologias existentes e a criação de outras é o que mais contribui na busca por um sistema que consiga substituir a topologia centralizada que temos hoje. Mas de que adianta criarmos o sistema tecnologicamente perfeito, se ninguém conseguir usá-lo em seu dia a dia?

Pensando nisso, projetos mais recentes têm investido mais e mais em formas de entregar uma experiência mais agradável ao usuário final. Adicionando profissionais de design de UI/UX às suas equipes, esses projetos passam a desenvolver suas plataformas com base em práticas que tornem a utilização de uma criptomoeda algo realmente viável.

E é aí que entra a Nimiq, com uma equipe formada por pesquisadores de segurança e criptografia, design de UI/UX, economia e, claro, especialistas em blockchain. A proposta da Nimiq é justamente desenvolver uma plataforma de pagamentos tomando como base um ecossistema recheado de funcionalidades que torne mais fácil a vida tanto de quem usa, quanto de quem desenvolve aplicações em cima desse ecossistema.

A missão aqui é simplificar ao máximo as interfaces, para que o número de passos desde a criação da conta até a realização da primeira transação seja o menor possível; e adicionar funcionalidades que realmente agreguem valor a experiência do usuário. O que acaba sendo um dos principais atrativos do projeto para que as pessoas realmente queiram utilizá-lo em seu dia a dia.

O fato de que até um celular pode atuar como um nó da rede, sem a necessidade de instalar qualquer tipo de programa, também chama bastante atenção. Enquanto que na maior parte das blockchains pode se levar horas para sincronizar o seu conteúdo para os nós recém conectados, na blockchain da Nimiq isso é feito em alguns segundos (ou minutos, se a sua conexão não for tão boa). Isso porque a modelagem da blockchain e o algoritmo de consenso empregado “comprimem” os dados, para reduzir o consumo do lado do cliente. E com a implementação escrita em JavaScript e Rust, e otimizada usando WebAssembly é possível que todas as funcionalidades necessárias para o funcionamento do nó sejam executadas diretamente no seu navegador. Mais detalhes sobre as tecnologias utilizadas estão disponíveis no site oficial do projeto: nimiq.com.

Tanto a implementação escrita em JavaScript, quanto a sua reimplementação, escrita em Rust, são open-source e estão abertas para contribuição da comunidade.

Essa é uma tendência seguida por muitas equipes, e que a Nimiq tomou como um dos seus pilares: a comunidade como parte do time. Enquanto a equipe de desenvolvimento principal cuida da plataforma, os membros da comunidade contribuem com projetos que enriquecem o ecossistema. Mas nada disso é feito de graça. Além da troca de conhecimento gerada, existe um programa que premia (em NIM, a criptomoeda da Nimiq) os membros da comunidade que desenvolvem projetos que se integrem à Nimiq. Mais detalhes sobre o programa podem ser encontrados aqui.

Além disso, países como a Venezuela veem nas criptomoedas uma alternativa para se esquivar dos problemas causados pela sua economia hiper-inflacionada, fazendo com que diversos estabelecimentos comerciais e até trabalhadores aceitem pagamentos em criptomoedas. A ideia de uma economia sustentada por um ativo de valor global é algo que poderia ajudar os habitantes de países afetados por fortes crises econômicas, ou que não tenham acesso a serviços bancários de qualidade. O aspecto sócio-econômico, e até mesmo ambiental, por trás da adoção em massa das criptomoedas também é do interesse dos desenvolvedores da Nimiq.

Em parceria com a TotalCrypto.io, a Nimiq descreveu em um manual as boas práticas que podem incentivar a adoção de criptomoedas em nosso dia a dia. Para isso, seriam selecionadas comunidades para a implantação de estudos de caso, onde seriam distribuídas algumas criptomoedas, como forma de incetivo a sua utilização, e depois seriam instaladas uma casa de câmbio, que serviria como ponto de troca da moeda local por criptomoedas, e uma incubadora de ideias, a fim de promover o empreendedorismo por parte dos moradores da comunidade estudada, estimulando tanto o desenvolvimento da comunidade, como a utilização das criptomoedas em seu cotidiano.

Essa também é uma iniciativa que conta com o apoio da comunidade, seja para a melhoria das práticas descritas no manual, ou para o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre os impactos sociais, econômicos, ambientais e tecnológicos da adoção em massa das criptomoedas em nossas rotinas. Uma descrição mais detalhada sobre esse plano está disponível aqui e no documento completo (em inglês).

Como dito antes, pesquisa e inovação tecnológica são indispensáveis para a sustentação de um projeto como esse. Recentemente um dos membros da equipe da Nimiq publicou, em parceria com a Trinkler Software, um artigo sobre um novo algoritmo de consenso para sistemas distribuídos, o Albatross. E um membro da comunidade deu início à pesquisa sobre a viabilidade de uma Lightning Network conectada a blockchain da Nimiq. Esse último foi um dos projetos da comunidade financiados pela Nimiq.

Estudos como esses geram assunto para vários tópicos de pesquisas, que podem ser realizadas em cooperação com universidades de todo o mundo.

E aí? O que você achou da abordagem tomada pela Nimiq? Qual você acha que deve ser o caminho para a adoção das criptomoedas?

Se você tem interesse por algum dos assuntos discutidos aqui, saiba mais pelo Facebook: fb.com/NimiqBR, pelo Twitter: twitter.com/NimiqBR ou pelo grupo do Telegram: t.me/NimiqBR.

AVISO LEGAL: nenhuma declaração contida no texto acima deve ser tomada como recomendação para aquisição de Nimiq, outra criptomoeda ou investimentos de qualquer natureza.

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