Ao contrário da crença popular entre seus amigos, o cérebro humano está muito à frente dos computadores mais avançados do mundo, devido à nossa capacidade exclusiva de processar e armazenar informações no mesmo lugar. Nosso cérebro contém um trilhão de sinapses ou conexões entre os neurônios.

Computadores que se assemelham ao cérebro humano não são mais apenas uma trama que você pode encontrar em um de seus filmes de ficção científica. Embora a jornada para a criação de tecnologia que funciona como um cérebro ainda seja muito longa, pesquisadores da Universidade de Münster desenvolveram um chip de computação baseado em luz que poderia estabelecer a estrutura para essa futura tecnologia baseada no cérebro.

Tecnologia que funciona como um cérebro

No entanto, uma equipe internacional das Universidades de Münster, Oxford e Exeter conseguiu desenvolver um chip que contém uma rede de neurônios artificiais que funciona com a luz e pode imitar o comportamento dos neurônios e suas sinapses.

O interessante é que os pesquisadores conseguiram demonstrar que essa rede neurosináptica óptica é capaz de aprender com a informação e usar essa mesma informação para computar e reconhecer padrões.

Como mencionado pelo Prof. Wolfram Pernice da Universidade de Münster e principal pesquisador do estudo, “Este sistema fotônico integrado é um marco experimental. A abordagem poderia ser usada posteriormente em muitos campos diferentes para avaliar padrões em grandes quantidades de dados, por exemplo em diagnósticos”.

Um chip baseado em luz

Embora a tecnologia em si ainda esteja muito em sua infância, ela tem pesquisadores entusiasmados por muitas razões diferentes. No estudo, os cientistas conseguiram, pela primeira vez, fundir muitos materiais de mudança de fase de nanoestruturas em uma rede neurosináptica. O que isto significa?

Seu chip à base de luz contém quatro neurônios artificiais e um total de 60 sinapses. Para testar o chip, os pesquisadores alimentaram as informações do chip usando pulsos de luz com dois diferentes algoritmos de aprendizado de máquina. Mais uma vez o sistema foi capaz de aprender através do exemplo e generalizá-los.

“Nosso sistema nos permitiu dar um passo importante para a criação de hardware de computador que se comporta de forma semelhante a neurônios e sinapses no cérebro e que também é capaz de trabalhar em tarefas do mundo real”, diz Pro. Wolfram.

“Trabalhando com fótons ao invés de elétrons, podemos explorar ao máximo o potencial conhecido das tecnologias ópticas – não apenas para transferir dados, como tem acontecido até agora, mas também para processá-los e armazená-los em um só lugar.”

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