Testando as tecnologias de perfuração do futuro

A perfuração é vital para alcançar novas fontes de energia que atendam a crescente demanda mundial. Engenheiros contam com equipamentos avançados na perfuração de poços profundos no solo ou no leito do mar para ter acesso ao petróleo que lá se encontra. Como muitos dos recursos remanescentes estão firmemente encrustados  nos poros da rocha reservatório ou localizado a milhares de metros abaixo do fundo do mar, são necessárias novas técnicas. E essas devem ser seguras e economicamente viáveis.

Novas técnicas 

Uma equipe de engenheiros da Shell se dedica constantemente à testar novas tecnologias de perfuração. Normalmente, estes testes aconteceriam em campo. Mas isto tem a desvantagem de parar as operações habituais e gerar prejuízos. Para evitar o desperdício de tempo (e consequentemente dinheiro) no campo, esses engenheiros trabalham em um tipo de plataforma única – a única plataforma para testes desse tipo em tamanho real do mundo. Fica entre edifícios de escritórios, oficinas e laboratórios do centro de tecnologia e pesquisas da Shell em Rijswijk, na Holanda.

“Pode parecer um lugar incomum para instalar um equipamento de perfuração em grande escala”, diz Cor Taal, que trabalha na plataforma desde a sua instalação em 2008. “Mas este é o coração das operações de pesquisa e desenvolvimento da Shell.”

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A sonda de teste possui as mesmas capacidades de um equipamento no campo.

Potência e precisão

Em uma determinada semana Cor e sua equipe podem estar executando testes no software que irá monitorar e controlar um equipamento de perfuração não tripulado. Outra semana eles podem estar testando tubos de aço expansíveis.

“Nós medimos tudo nos testes com a máxima precisão”, diz Cor. “Todo o equipamento é cheio de sensores que nos permitem analisar o que está acontecendo a qualquer momento em qualquer parte da sonda ou do poço.”

A sonda de teste possui as mesmas capacidades de um equipamento no campo. Tem 26 metros de altura e alcance de perfuração vertical de 360 metros de profundidade (o suficiente para abrigar a Torre Eiffel). Ela pode puxar e empurrar brocas de perfuração, tubos de revestimento e equipamentos no poço com uma força tremenda e precisão milimétrica.

O equipamento também é surpreendentemente discreto e projetado para operar sem perturbar as 1.800 pessoas que trabalham nas instalações vizinhas.

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samantha

Samantha Miler
Estudante de  Engenharia de Petróleo