Em primeiro lugar, queria apresentar o Benjamin… Trata-se de Benjamin Bloom, renomado psicólogo educacional que trabalhava na Universidade de Chicago… Ele, com apoio de sua equipe, desenvolveu, na década de 50, importantes ferramentas para que se pudesse entender e estruturar com clareza o complexo processo de aprendizagem. Segundo seu trabalho, este processo se estrutura em três domínios: Cognitivo, que é processar informação, obter conhecimento, e desenvolver habilidades mentais; Afetivo, que trata de sentimentos e atitudes; e Psicomotor, que trata das habilidades “manipulativas”, manuais ou físicas.

Somente esta divisão já nos seria muito útil, se a confrontarmos com a publicação da UNESCO (1) sobre os quatro pilares da educação, que são: 1 – aprender a conhecer; 2 – aprender a fazer; 3 – aprender a viver juntos, a conviver junto com os demais; 4 – aprender a ser. Bom, não é? Uma pergunta crítica vale a pena ser feita aqui: estamos conseguindo erigir nossa educação sobre estes quatro pilares?

É aí que o Benjamin nos ajuda…  É que seu trabalho nos ajuda a “enxergar” as diversas habilidades de pensamento que deveremos alcançar, até dominarmos de modo suficiente um conhecimento. Além do mais, ele organizou estas habilidades de modo hierárquico, o que pode nos dar grandes dicas de como organizar o ensino para que ele seja realmente eficaz. A esta organização, deu-se o nome de “Taxonomia de Bloom”, que, na área cognitiva, é abaixo descrita de modo simplificado:

Habilidades de Ordem Inferior (cuidado: nem por isso menos importantes…): 

  • Recordar: listar, memorizar, identificar, encontrar, descrever, etc.
  • Entender: compreender, interpretar, resumir, explicar, comparar, etc.
  • Aplicar: implementar, desempenhar atividades, usar, executar, etc.
  • Analisar: comparar, organizar, estruturar, integrar, comparar, etc.
  • Avaliar: revisar, criticar, formular hipóteses, experimentar, julgar, etc.
  • Criar: projetar, construir, planejar, produzir, idealizar, elaborar, etc.

Habilidades de Ordem Superior.

Poderíamos até simplificar a Taxonomia de Bloom pela seguinte linha de ações, para obter e utilizar de fato um conhecimento de modo aceitável:

Adquirir conhecimento – Aprofundar-se no conhecimento – Criar conhecimento

Muito legal esta Taxonomia de Bloom, não? Nós, professores e educadores, deveríamos tê-la sempre em mente ao lidarmos com nossos alunos, filhos, e a quem desejarmos ensinar algo…

Do que foi mostrado até agora, você já deve estar percebendo grandes problemas no sistema escolar, não é? Na maioria das vezes, devido ao excesso de conteúdo a ministrar, grande número de alunos, sobrecarga de professores, etc., o processo de ensino vai parar apenas no primeiro nível, o de Recordar. Não é? Se chegarmos ao Entender, muito bom!

Como fazer, então? Esta é uma resposta bem difícil, e tem sido motivo de muito estudo… Vamos discutir um pouco mais sobre isto no próximo “Engenharia em Pauta”? Até lá…

Referência:

  1. UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir”. Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors. Editado como livro pela Editora Cortez, São Paulo, 7 ed, 2012. 

Achou útil essa informação? Compartilhe com seus amigos! xD

Deixe-nos a sua opinião aqui nos comentários.

Quer ficar por dentro do assunto Smart City, o mais falado no Brasil e no mundo? Deixe seu e-mail e receba em primeira mão! clicando aqui.
Compartilhe:
Publicação anterior5 linguagens de programacao que voce deve considerar aprender em 2019
Próxima publicaçãoO que aconteceria se todas as armas nucleares do mundo fossem explodidas?
É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.