Cientistas alemães revelaram uma avançada célula solar com alta eficiência, capaz de localmente produzir “hidrogênio verde” por meio de eletrólise com energia renovável, destacando-se por seu potencial para escalonamento industrial. Essa tecnologia permite a geração ecológica de hidrogênio, tornando-se uma inovação relevante na busca pela fotossíntese artificial e na produção sustentável de hidrogênio a partir da água por energia solar.
O diferencial dessa tecnologia é a integração da célula solar em um dispositivo fotoeletroquímico, permitindo a interação direta com os catalisadores de divisão da água, eliminando a necessidade de circuitos externos, como os encontrados em painéis solares fotovoltaicos. O professor Matthias May, da Universidade de Tubingen, enfatizou a importância dessa conquista, comparando-a ao “Santo Graal” na busca por eficiência e estabilidade na fotoeletroquímica e divisão direta da água, destacando o histórico de sua equipe em estabelecer recordes de eficiência na fotossíntese artificial.
Corrosão e o hidrogênio verde
No entanto, a corrosão, que afeta a estabilidade a longo prazo da célula solar na água, ainda é o maior desafio a ser superado. O professor May observa que significativos avanços foram feitos nesse aspecto em comparação com trabalhos anteriores.
A eficiência da célula solar representa a proporção da energia da luz solar convertida em energia utilizável, neste caso, hidrogênio (valor calorífico). Esse novo protótipo alcançou uma eficiência de 18%, o segundo valor mais alto já registrado para a divisão direta da água usando energia solar. Os primeiros avanços significativos na divisão solar de água foram apresentados em 1998 pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA, com 12% de eficiência. Em 2015, a equipe do professor May alcançou 14% de eficiência, e em 2018, superou 19%, embora ainda sem as otimizações de durabilidade alcançadas agora.
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