A funcionalidade agora está disponível em português brasileiro, atendendo a uma das principais promessas da empresa para o mercado nacional.
Entre os novos recursos, destacam-se ferramentas que permitem revisar, escrever e resumir textos automaticamente; remover objetos e pessoas de imagens; gerar vídeos a partir de descrições; e criar imagens personalizadas por comando de texto. A IA está integrada aos principais aplicativos nativos do sistema, como e-mail, mensagens e fotos.
A Apple também anunciou a integração com o ChatGPT, da OpenAI. Com isso, a assistente Siri pode oferecer respostas mais avançadas e ajudar o usuário a reescrever textos. A funcionalidade é opcional e pode ser desativada nos ajustes do sistema. Caso o usuário não esteja logado na conta do ChatGPT, as solicitações são processadas de forma anônima e não utilizadas para treinar os modelos da OpenAI.
Segundo a Apple, o Apple Intelligence foi desenvolvido com foco em privacidade. A empresa afirma que o processamento da IA acontece localmente, no próprio dispositivo, mas que comandos mais complexos podem ser encaminhados para a nuvem da Apple, sob protocolos de segurança.
Especialistas em privacidade e proteção de dados chamam atenção para a necessidade de mais transparência. A advogada Patricia Peck, especialista em direito digital e membro do CNCiber, destaca que a empresa precisa informar de forma clara quais dados são coletados e como são tratados. “Apenas esta abordagem de ‘tudo ou nada’ não é suficiente para garantir proteção dos dados pessoais dos usuários”, afirmou.
Rodolfo Avelino, professor do Insper e integrante da ONG Coletivo Digital, também aponta riscos. “Não conseguimos verificar a eficácia dessas medidas. Ainda que o controle seja do usuário, existem riscos, sobretudo de vazamento de dados, durante a transmissão ou armazenamento, seja entre o equipamento do usuário e a Apple, ou na troca de informações entre as duas corporações”, explicou.

O uso crescente de inteligência artificial em smartphones reacende o debate sobre a regulação do setor. Patricia Peck argumenta que, por ser uma funcionalidade embarcada nos dispositivos, a Anatel poderia regulamentar o uso da IA, caso os recursos sejam considerados essenciais para a prestação de serviços de telecomunicações. Já Avelino reforça que a responsabilidade sobre a proteção de dados pessoais recai sobre a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), especialmente diante do uso por grandes empresas como Apple e OpenAI.
De acordo com a Apple, o Apple Intelligence está disponível apenas para modelos mais recentes da empresa, como o iPhone 15 Pro e 15 Pro Max, além de toda a linha iPhone 16. A tecnologia também foi incorporada ao sistema dos iPads e MacBooks mais recentes, desde que tenham processadores compatíveis com os novos recursos de IA.
Com informações de Teletime.
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