Acho que vocês, prezados leitores, estranharam um pouco o título da referência indicada neste e nos “Engenharia em Pauta” anteriores: “A arte de imitar – seis passos para inovar em seus negócios copiando as ideias dos outros…”. Vamos conversar um pouco sobre isto?

Em primeiro lugar, temos o fato, já comprovado, de que todas as ideias novas geralmente são originadas a partir de um conjunto de ideias mais antigas presentes em nosso repertório mental. Mas o que o autor coloca bem claramente a respeito de “copiar”, está na definição do campo no qual você vai buscar suas ideias. O que ele propõe é que estando bem definido o problema que você quer resolver, você pode começar a pensar em que “domínio” estão soluções possíveis e bem boladas, ou naturalmente criativas.

Ou seja, você começa a busca em seu próprio campo de atividades, até estudando concorrentes, etc.; depois vai se afastando, procurando outros campos de atividade humana que apresentem o mesmo problema, e estudando as soluções; afaste-se ainda mais de seu domínio, e estude, por exemplo, como a natureza resolve “naturalmente” o problema, se for o caso…

E aí, depois de “incubar” bem todas estas ideias, quem sabe você chega a uma solução criativa… Daí, conforme MURRAY (1): se você usa uma solução de mesmo domínio (uma solução exatamente igual a do concorrente, apenas um pouco “maquiada…”), aí você é um ladrão de ideias; mas se você saiu-se bem com base em uma solução de um domínio semelhante, como exemplo um bom e bonito modo de apresentar uma página de um site, e então customizou-a e aplicou-o no seu próprio site, é uma pessoa inteligente; mas se buscou a solução em domínio bem diferente, como por exemplo, um alicate de múltiplas funções baseada na mão humana, é um gênio criativo… Tudo bem?

Também conforme o autor: “Os ingredientes utilizados determinam a originalidade do banquete”. Se pegar emprestado materiais exóticos, aí você poderá esperar um jantar exótico. Qualquer biólogo consegue encontrar soluções na biologia; o biólogo criativo as encontra na astronomia…”.

Vamos conversar um pouco mais sobre isto no próximo “Engenharia em Pauta”? Até lá…

Referência:

  • MURRAY, K.D. A arte de imitar – seis passos para inovar em seus negócios copiando as ideias dos outros. Trad.Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. 244 p.

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.