Para exemplificar a Teoria de Necessidades de Maslow, conceituada nos “Engenharia em Pauta” anteriores, bem como sua relação com o desempenho de colaboradores e equipes inteiras, gostaria de contar duas historinhas que realmente aconteceram… Evidentemente, os locais, épocas e empresas não serão citados, e os fatos são um pouco dramatizados, para evitar qualquer tipo de identificação. Se houver, é por sua conta, prezado leitor ou prezada leitora…

A primeira – recém-contratado para implantar um sistema de tecnologia bem sofisticado para análise eletrônica de materiais, um engenheiro deparou-se com o seguinte problema: ele constatou que o setor ao lado do seu era destinado também às mesmas análises, mas com tecnologia muito lenta. Em suma, a moderna aparelhagem que ele estava instalando faria o mesmo trabalho deste setor em segundos, enquanto as análises pela metodologia do mesmo duravam horas… Naturalmente ele notou que o pessoal do referido setor agitou-se, e muito; afinal, era seu nível de segurança, um dos mais básicos, que estava em risco – de fato, seu pensamento principal era preocupante: “este rapaz faz em segundos o que levamos horas… nosso setor será desativado? seremos demitidos?” E assim por diante… O engenheiro, percebendo tal situação, e sabendo que isto iria prejudicar a todos, inclusive a si mesmo, por perigo de sabotagens ao seu serviço, etc., solicitou e conseguiu da gerência superior informações de que o setor “concorrente” iria ser reformulado para o controle de qualidade, a até modernizado. Aí, ele ajudou, nas suas horas mais folgadas, a migração do setor concorrente para as novas tarefas, fez com que seus membros se tornassem seus amigos, inclusive promovendo “happy-hours” e fins de semana de integração, e então propiciou não só segurança, mas também relacionamento e estima (níveis 2, 3 e 4 níveis de Maslow, com o nível um naturalmente coberto…). Tudo bem, então: a motivação voltou, e tudo passou a correr bem…

E se o nosso colega se arvorasse de “doutor”, apenas olhando as luzinhas piscando no seu moderno equipamento? E se não tivesse a sensibilidade para perceber o perigo e problemas que a desmotivação básica do setor “concorrente” naturalmente desenvolveria? O que poderia acontecer? Coisa boa não seria…

É, meus amigos, nosso conhecimento e tecnologias não nos tornam “deuses”… Mas, aliados a um verdadeiro espírito humano e bom senso, é que nos trarão sucesso e paz no trabalho… Pensem nisto!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.