Iniciemos nosso papo desta semana trabalhando um pouco mais com o conceito de “dataísmo” (1). Segundo a referência citada, o dataísmo passa a ser uma nova estrutura de valores e crenças, baseadas em algo supranatural, e que influencia de modo definitivo nossas formas de pensar, agir, etc. E o que está acontecendo? Tendo como base a intensa circulação e aproveitamento de dados (fenômeno do “big data”), estruturada sobre a facilidade da comunicação virtual e utilização da Inteligência Artificial, tudo o que conhecemos e fazemos está “balançando”, e convergindo para um novo modo de ser, de agir… Mudanças urgentes estão acontecendo: no relacionamento entre pessoas, no comportamento das novas gerações, etc.

É claro que tudo isto impacta também fortemente no mercado de trabalho, exigindo novas relações funcionais (“home office”, por exemplo), novos comportamentos profissionais, etc. E mais: com a crescente “robotização” de  postos de trabalho, com a inteligência artificial cada vez mais desenvolvida, e com o acúmulo cada vez maior de conhecimentos sobre uma determinada área de atuação, seguramente pode-se prever a substituição de determinados profissionais por sistemas automáticos. Por exemplo, no futuro, prevê-se que não mais existirão motoristas de ônibus – estes veículos serão totalmente automáticos…

Citando textualmente Harari (1): “No Século XXI poderíamos assistir à criação de uma maciça classe não trabalhadora: pessoas destituídas de qualquer valor econômico, político ou artístico, que em nada contribuem para a prosperidade, o poder e a glória da humanidade. Eles não estarão simplesmente desempregados – eles serão inempregáveis”.

Que coisa! Mas se olharmos em volta, veremos claros sinais de que tudo isto já está ocorrendo. No telefone, somos atendidos por máquinas, e demoramos a falar com uma pessoa, se assim necessitarmos… A automação bancária é cada vez mais eficiente… Já existem aplicativos que conversam conosco, e que nos ensinam coisas diversas… Aprendemos a fazer muitas coisas, mesmo em atividades do dia a dia, no Youtube e Google… E assim por diante!

Se tudo isto pode parecer fantástico e mesmo ficção científica, não é! Então temos que nos preparar para este futuro, que não é ameaçador, mas sim pleno de oportunidades, pois seguramente aparecerão novas e fantásticas ocupações e profissões!

Referências:

  • HARARI, YUVAL NOAH. Homo Deus – Uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
  • DIAMANTIS, PETER H. e KOTLER, STEVEN. Bold: How to Go Big, Create Wealth and Impact the World. Londres: Simon & Schuster, 2016.

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.