Pois é: comunicação, comunicação, comunicação! Esta é uma das chaves que abrem as portas para a aceitação da inovação dentro da empresa! Assim se diminuem os efeitos danosos da “rádio peão”, que, como sabemos, pode ser uma boa fonte de aceitação, como também uma grande fonte de problemas… Se soubermos de algo, em detalhes, recearemos menos.  E aí abrimos portas para um diálogo construtivo, e, consequentemente, para melhorias.

Aliás, é muito importante que todas as áreas afetadas participem da elaboração e implantação do processo inovador, já que a inovação deverá afetar a todas. Será muito melhor que o processo de implantação venha de “baixo para cima”, e não de forma autoritária, o que seguramente aumentará o desgaste e a rejeição. Daí, também é muito importante localizar “pessoas-chave” em cada área afetada, que “comprem” a ideia, e então apoiá-las constantemente, até para que não “percam a fé” na mudança… Se possível, estas pessoas deverão estar “espalhadas” por toda a instituição; aí prepara–se campo para outras inovações que venham a ser necessárias, em outros setores.

É evidente que tudo não correrá tão bem quanto achamos que ia correr… O novo produto pode não estar “pegando tão bem” no mercado, a nova estrutura administrativa ou processo pode apresentar falhas e tropeços. Aliás, neste caso, é quase certo que isto vá ocorrer… Daí, não se deve demorar a corrigir as falhas e “gargalos” reais que possam aparecer na implantação da inovação; isto deve ser feito claramente, em diálogo aberto com todos os interessados, e na mesma velocidade com que se noticiam os bons resultados…

Deve-se sempre praticar o “marketing de resultados”, ou seja, os benefícios que a inovação trouxe devem ser ampla e constantemente divulgados. Esta política é dita ser a da galinha d’angola: embora o seu ovo seja pequeno, ela faz um grande barulho quando o põe…

Podem ocorrer desistências, pedidos de demissão ou mesmo a necessidade de afastamento das pessoas realmente resistentes à mudança… Isto não é ruim, é natural, e é quase certo que vá acontecer…

E prepare-se: muitas vezes, é preciso ceder, e “caminhar dois passos para frente, e voltar um passo…”. Mas, é fundamental acreditar na mudança, e dar tempo ao tempo: as novidades não se implantam instantaneamente.

Enfim, se você é responsável pela colocação em marcha de uma inovação, seja “político” (no bom sentido), tenha empatia, respeite o tempo e opinião dos outros, e acredite… Ah, e seja resiliente! Sucesso!

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.