Tenho conversado com alguns amigos empresários e mesmo outros profissionais, e deles tenho escutado muitas queixas sobre o comportamento de recém-contratados por suas empresas. Poxa, os que estão chegando agora querem ganhar muito logo, não veem com bons olhos as determinações que lhes fazemos, mudam de emprego com facilidade, e assim por diante. E acontece mesmo isto, se bem que, como tudo na vida, existem exceções…

É, meus amigos, sinais dos tempos, que como já comentamos várias vezes neste espaço, estão evoluindo e mudando rapidamente.

O que deve estar acontecendo que a “Geração Z” é a constituída pelas pessoas que nasceram do final da década de 1990 até 2010, e que sucede a Geração Y. De qualquer modo, é a geração que corresponde ao nascimento e crescimento da internet e da proliferação dos dispositivos tecnológicos fantásticos como os que lidamos hoje. Não é de estranhar que tenham comportamentos diversos de nós “mais antigos”… 

Então, temos aqui um belo problema para os empresários e para os “novos”, que querem ganhar seu espaço no mercado de trabalho (se bem que uma das suas características marcantes é tentar empreender sua própria vida e ter liberdade, o que tentarão fazer criando suas próprias empresas…). Como fazer, então?

Bem, eles são extremamente criativos, ousados e querem fazer acontecer. E isto, nestes tempos nos quais ideias novas são importantes, é ótimo. Então, sem querer simplificar ou resolver a questão, creio que seja necessário um novo estilo de gerência, na qual a empatia e conhecimento das características desta geração sejam bem conhecidas (e, no bom sentido, exploradas…). Eles não são muito sociais, mas são profundamente conectados – preferem os meios digitais… Por que não favorecer isso a eles? Como são muito autodidatas, aprendem bem sozinhos; vamos deixar fazê-los isso, e, em reuniões de treinamento, etc., vamos propiciar a eles mais desafios dirigidos do que conteúdos… Façamos com que eles sintam que estão fazendo parte de uma equipe, de um time, no qual “chefe-subordinado” são apenas figuras do estrato empresarial, mas sem muita importância. Como são muito flexíveis, seu espaço de trabalho não pode ser em “baias”, mas sim algo no qual ele possam se locomover livremente, e trabalhar em qualquer lugar, até em suas residências, se for o caso. A implantação de algo como “cafeterias” bem montadas e em pontos estratégicos é muito importante – nestes locais eles se comunicam bem e trocam ideias… A “vida padronizada” não é com eles; então, que tal horários mais flexíveis? E que tal promover atividades diferentes e estranhas à rotina (jogos, atividades esportivas, etc.) que possam ser liberadas, em alguns momentos? Eles gostam de desafios: porque não proporcioná-los como metas de trabalho?

Parece loucura, não? Mas muitas empresas de sucesso, até de grande porte, estão praticando tudo isto, e ainda mais coisas deste teor. E estão dando certo! 

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É graduado em Engenharia Elétrica (Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL), e pós-graduado em Docência do Ensino Superior em Educação. Foi professor, desde 1964, em diversos cursos técnicos, de engenharia, e de extensão, em diversas áreas técnicas, bem como em empreendedorismo e inovação. Também criou e coordenou diversas atividades ligadas ao desenvolvimento do empreendedorismo, no Inatel. Atualmente participa de programas de extensão e pesquisa ligados ao empreendedorismo, criatividade e inovação.